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Representantes de trabalhadores defendem punição dos donos da JBS e preservação dos empregos

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Representantes dos trabalhadores da JBS defenderam nesta terça-feira (12), na Câmara, que o poder judiciário garanta o emprego dos trabalhadores da empresa, mesmo diante das ações judiciais e criminais movidas contra a JBS e seus dirigentes. As declarações aconteceram durante audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, idealizada e presidida pelo deputado Jorge Solla (PT-BA). Os deputados petistas Padre João (MG) e Leo de Brito (AC) também assinaram o requerimento que viabilizou a reunião.

O representante da Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação (Contac) da CUT, Carlos Cerqueira, disse que no momento a prioridade deve ser a preservação dos empregos no setor.

“Os donos da JBS precisam pagar pelo que fizeram na justiça. Mas nós queremos que as autoridades públicas garantam os 130 mil empregos dos trabalhadores do setor de frigoríficos”, esclareceu. Como exemplo da insegurança causada pela situação da empresa, Cerqueira citou o caso da cidade de São Gonçalo do Campo, na Bahia. Com 35 mil habitantes, cerca de 2 mil são funcionários da unidade da JBS na cidade, e outros cinco mil são produtores rurais que fornecem para a empresa.

Durante a audiência, o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação no estado do Paraná (FTIAPR), Ernane Ferreira, também criticou a indefinição da empresa no caso de uma unidade que fechou em Criciúma (SC) e deixou 900 desempregados.

“Sabemos que tem investidores interessados em comprar a unidade que fechou, mas ninguém sabe o valor, e por isso não se resolve a situação dos trabalhadores e dos produtores que forneciam para a unidade”, reclamou.

Após ouvir os trabalhadores, o Procurador do Trabalho, Heiler Natali, defendeu que os empréstimos do BNDES para empresas de grande porte tenham mecanismos de preservação dos empregos. O advogado da Contac/CUT, Marthius Sávio, criticou ainda os termos do acordo de leniência que o Ministério Público Federal celebrou com a JBS, em maio deste ano.

“Porque no acordo de leniência fechado com a JBS, no valor de 10,3 bilhões de reais, não estava previsto a proteção dos empregos? E porque nesse mesmo acordo não estava previsto a devolução do valor que a JBS deve a Previdência? ”, questionou.

Para o deputado Jorge Solla, “é preciso combater a corrupção, a sonegação e outras práticas ilícitas empresariais, mas contemplando a preservação dos empregos dos trabalhadores”, defendeu.

A reunião contou ainda com a presença do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Abate animal e Afins no Estado da Bahia (Sindicarnes/BA), e do presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos do estado do Mato Grosso do Sul, Vilson Gregório.

Héber Carvalho

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