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“Vou ser candidato e vou ganhar essas eleições”

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Como quem anuncia uma sentença ou antecipa seu destino, Lula revelou de maneira enfática seu futuro político para a uma multidão que superlotou a praça Costa Pereira, em Vitória (ES), na noite desta segunda-feira (4): “não fiquem com essa bobagem de que o Lula não vai ser candidato. Porque vou ser candidato e vou ganhar essas eleições”. O discurso ocorreu durante o primeiro ato oficial da terceira etapa do projeto “Lula Pelo Brasil”, que começou pelo Espírito Santo e vai até o Rio de Janeiro.

O ex-presidente – além de mostrar que os resultados das políticas sociais e econômicos dos governos petistas foram incomparavelmente melhores e maiores se comparados aos de outros governos – aproveitou para mandar um “recado” ao mercado, dizendo que continuará sendo o mesmo “Lulinha paz e amor” que ganhou as eleições em 2002. “Não adianta o mercado querer criar terrorismo”, ressaltou Lula, desmontando o discurso daqueles que novamente ressuscitam os rumores de que o Brasil correria risco financeiro se ele ganhasse as eleições em 2018.

“Não vou pedir voto para o mercado. O mercado vai precisar muito mais de mim do que eu dele. Porque o mercado sabe que quando eu cheguei à Presidência deste País a gente devia U$ 30 bilhões para o FMI, e o País não tinha um centavo para pagar as nossas exportações. E hoje o Brasil tem U$ 378 bilhões de reservas, e o FMI é quem deve dinheiro para nós. O mercado sabe que foram nos governos do PT que nós criamos mais de 20 milhões de empregos com carteira assinada”, detalhou Lula.

Ao falar da empreitada elitista em busca de um candidato para representar os ideais do mercado nas próximas eleições, Lula disse se tratar de um esforço natural e aceitável. “Acho que todo mundo tem direito a ser candidato a presidente. Quem quiser ser candidato seja bem-vindo, vai disputar e, se ganhar, eu vou respeitar, como respeitei em 89, em 94, em 98. Não vou fazer como Aécio (Neves), que não respeitou a vitória da Dilma”, afirmou Lula.

O ex-presidente lembrou que, quando ganhou as eleições pela primeira vez, o povo estava cansado de ser governado por uma elite que não se preocupava com a maioria do povo brasileiro. “Essa gente não está acostumada a conviver com a democracia. Porque na lógica dessa elite a democracia só vale à pena se ela estiver no governo, fazendo a política que lhe interessa. Esse País sempre foi governando para 35% da população, acho que nunca chegou a 40%. Porque sempre se partiu do princípio de que pobre nasceu para trabalhar, para ganhar pouco, para ganhar mal e para não ter direito a nada”.

Lula ainda lançou um desafio para que esse candidato representante do mercado já venha com o logotipo da Globo, da Veja, da Época e da Isto É na testa, para que o povo brasileiro – consciente dos interesses entreguistas de todo esse conglomerado – possa dar a resposta nas urnas. “Desta vez, a gente vai mostrar que o povo brasileiro aprendeu que soberania é uma coisa que a gente não vai abrir mão”.

Lula terminou seu discurso condenando o ranço da elite que – apesar de ter se beneficiado enormemente durante os governos petistas – preferiu colocar o preconceito acima dos ideais democráticos e republicanos. “Nunca ganharam tanto dinheiro na vida, entretanto, o preconceito deles é de tal ordem que não admitem ver uma empregada doméstica ser tratada com direito e com respeito e ver um pobre conquistar cidadania. Mas ainda é pouco. Eles têm que saber que nós queremos mais. Nós, trabalhadores brasileiros, gostamos de coisa boa e de qualidade: queremos comer bem, ganhar bem, vestir bem e passear. É isso que queremos”.

PT na Câmara

Foto: Ricardo Stuckert

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