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Atos na Câmara reforçam que mobilização é fundamental para evitar entrega do setor elétrico

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Dezenas de funcionários de empresas de economia mista do setor elétrico e parlamentares de diversos partidos criticaram nesta quarta-feira (29) a proposta do governo Temer de privatizar as empresas do setor. Durante o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Eletrobras e da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Eletronorte, coordenadas respectivamente pelos deputados Henrique Fontana (PT-RS) e Zé Carlos (PT-MA), foram denunciados os prejuízos que a privatização pode trazer para consumidores, o meio ambiente e os povos tradicionais.

“A privatização vai trazer apenas aumento de tarifas, a exemplo do que ocorreu em muitas partes do mundo onde a energia foi privatizada. Além disso, a falta de investimento do setor privado poderá ocasionar a falta de energia”, alertou Fontana.

O deputado Zé Carlos destacou ainda que apenas a pressão da sociedade pode evitar a entrega das empresas do setor elétrico. “A mobilização é fundamental para demonstrar à população brasileira os argumentos cristalinos contra a privatização proposta por um governo ilegítimo e anti povo, que deseja destruir o que de bom ainda resta no Estado para apagar o golpe dado contra a democracia”, alertou.

Representantes dos trabalhadores do setor elétrico alertaram que a privatização proposta pelo governo Temer, se aprovada, trará apenas prejuízos ao País. Para Wellington Diniz, da Federação Nacional dos Urbanitários, se isso vier a ocorrer só haverá investimento aonde a iniciativa privada conseguir enxergar o lucro.

Da mesma forma, a representante do Sindicato dos Urbanitários do DF, Fabíola Antezana, disse que a Eletronorte também tem importância estratégica no combate à desigualdade social na região. “A Eletronorte mantém hospitais, programa de geração de renda, além de financiar projetos educacionais e culturais na região”, explicou.

Já o servidor de carreira e ex-diretor da Eletrosul, Ronaldo Custódio, ressaltou que em todo o mundo a geração de energia é encarada como uma questão de soberania, “e até guerra e golpes ocorrem por conta dela”.

“Enquanto isso Temer quer se desfazer de um patrimônio porque encara a energia não como um bem público, mas sim como mercadoria. Temer ressuscita o modelo da década de 1990, de Fernando Henrique, de liberdade total de preço da energia, sem preocupação com a universalização dos serviços”, acusou.

O técnico da Eletrosul disse ainda que mesmo em países que adotam o liberalismo econômico como regra, caso dos Estados Unidos, o Estado continua dono da maioria das geradoras de energia elétrica. “Nos Estados Unidos, 73% das hidrelétricas são do estado, sendo que em 21% dessas é administrada pelo exército, pela importância estratégica que tem. Apenas nos 27% restantes, localizados em rios secundários, é permitido a iniciativa privada explorar”, observou.

Referendo– Mais cedo, durante audiência pública que lotou o auditório Nereu Ramos, trabalhadores do setor e parlamentares da oposição e do governo também criticaram a privatização da Eletrobras.

Contrário à privatização do sistema Eletrobras, principalmente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), o líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE) ressaltou a importância da mobilização da sociedade para impedir esse retrocesso.

“O principal desafio da oposição e dos deputados da base do governo contrários à privatização, será mobilizar a sociedade, dentro e fora do governo, para evitar a privatização do setor elétrico”, ressaltou.

Também compareceram ao ato os deputados petistas Adelmo Leão (MG), Benedita da Silva (RJ), Erika Kokay (PT-DF)coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico, João Daniel (SE), Luiz Sérgio (RJ), Marcon (RS), Nilto Tatto (SP) – presidente da Comissão de Meio Ambiente, Paulão (AL) – presidente da Comissão de Direitos Humanos, Pedro Uczai PT/SC)presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Eletrosul, Pepe Vargas (RS), Ságuas Moraes (MT) e Zé Geraldo (PA).

Héber Carvalho
Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara

 

 

 

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