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Em oficina das fundações, Gleisi pede esquerda unida pela democracia

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A presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores, senadora Gleisi Hoffmann, saiu em defesa, durante encontro das fundações do PT, do PCdoB, do PSB e do PDT, de uma frente de esquerda em defesa da democracia e dos avanços para o povo brasileiro.
“Fora da política e da democracia, não há solução. Nós não podemos perder de vista que a defesa da democracia nesse país e dos direitos básicos da população depende desse campo político”, disse.
A oficina das Fundações realizada nesta terça-feira (28) teve como objetivo de aprofundar o debate entre as instituições a respeito de base mínimas de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil. O encontro aconteceu na sede da Fundação Mangabeira, do PSB, em Brasília. Também participaram da oficina representantes da Fundação Maurício Grabois, do PCdoB, e Fundação Manoel Brizola, do PDT.
Gleisi voltou a criticar a reforma trabalhista e classificou a medida como uma das “maiores violências contra o povo trabalhador brasileiros”. “O que estão fazendo com as pessoas é injustificável. É esse desmonte que estamos vivendo no Brasil, das garantias, dos direitos, mas também da democracia brasileira. A inversão de papeis, a judicialização da política, a politizado do Judiciário. A gente nossa criar uma frente de esquerda para eleições livres e democráticas em 2018”.
A presidenta do PCdoB, Luciana Santos, e os presidentes do PSB, Carlos Siqueira, e do PDT, Carlos Lupi, também participaram do encontro. Pelo PT, além de Gleisi, estiveram na abertura da oficina o ex-ministro e ex-presidente do PT, Ricardo Berzoini, o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), o presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, e outros representantes da Fundação Perseu Abramo.
“O fato relevante aqui desse encontro é a disposição que se tem das fundações, que são ferramentas fundamentais para os partidos que nós somos, para apresentar saídas e ideias para os impasses contemporâneos do desenvolvimento nacional”, disse a presidenta do PCdoB, Luciana Santos.
“Mais do que nunca nós precisamos beber nessas fontes, é a experiência concreta que pode nos encaminhar caminhos. Estamos à disposição para poder, a partir de uma plataforma básica e de um acúmulo teórico de cada partido, fazer uma construção coletiva. Nós acreditamos muito nisso”, finalizou Luciana.
Carlos Lupi também saiu em defesa da união entre os partidos para que o Brasil tenha uma democracia sólida. “Esse grupo não pode ficar apenas nesse encontro. Tem que se aprofundar em saídas para o Brasil. Temos que ter muita lucidez, muita tranquilidade e aprender muito com o que já aconteceu no nosso passado, com falta de democracia”, afirmou.
“Hoje não se precisa de Exército na rua para uma ditadura. Nós vivemos uma ditadura de uma elite que quer retirar direitos e deter os avanços da sociedade”, completou Lupi.
Carlos Siqueira, presidente do PSB, fez uma relação entre o atual momento vivido pelo Brasil e a ditadura militar. “O momento que estamos vivendo é de tal maneira negativo para o povo, que nem mesmo na ditadura, foi tão difícil”.

Para ele, a união entre os partidos é relevante para construir uma caminhada contra o conservadorismo que a sociedade brasileira tem vivido. “A nossa luta é permanente e as futuras gerações haverão de dar sequência a essa luta”.

Da Redação da Agência PT de Notícias
Foto: Lula Marques

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