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Zarattini: Defender Lula é defender a democracia e o Estado de Direito

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O líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), criticou hoje (18) a condenação – sem provas – de Lula pelo juiz federal Sérgio Moro e defendeu uma mobilização em todo o país em defesa do ex-presidente. “É de extrema importância a defesa de Lula nesse contexto porque ele simboliza todas as lutas do povo brasileiro por um Brasil socialmente justo e com igualdade de oportunidades para todos”, disse o líder, em artigo.

“A condenação sem prova de Lula tem um nítido viés político”, escreveu o líder. “O desafio para as forças democráticas, portanto, é fazer ao mesmo tempo a defesa de Lula e do Estado Democrático de Direito. Essa bandeira interessa a todos. Se fazem este ataque orquestrado contra um ex-presidente, que saiu do governo com 87% de aprovação e é um dos maiores líderes mundiais da atualidade, imagine-se o que poderão fazer contra um cidadão comum.”

O líder lembrou que nesta quinta-feira, 20, serão realizados atos em todo Brasil em defesa de Lula, da democracia e do Estado democrático de Direito e das Diretas.

Leia a íntegra do artigo:

Defender Lula é defender a democracia e o Estado de Direito

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e meio de prisão, pelo juiz Sérgio Moro, não só contraria a lei, já que não há provas para condená-lo, mas é ao mesmo tempo uma grave ameaça à democracia e ao Estado de Direito. Nesse cenário, é de fundamental importância que todos os setores democráticos defendam Lula, num momento em que pesam graves ameaças à democracia brasileira não só com a sinalização que vem da Lava-Jato, mas pelas práticas autoritárias que o governo ilegítimo Michel Temer tem levado a cabo, com a destruição de direitos históricos e a entrega de riquezas nacionais a grupos estrangeiros.

No âmbito do Partido dos Trabalhadores, já ficou definida a defesa de Lula e de sua pré-candidatura para presidente. Mas há um movimento mais amplo na sociedade. Nesta quinta-feira, 20, serão realizados atos em todo Brasil em defesa de Lula, da democracia e do Estado democrático de Direito e das Diretas Já. Serão atos integrados por centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos, estudantes e diferentes setores da sociedade contra Temer e suas reformas que significam atrasos.

Símbolo – É de extrema importância a defesa de Lula nesse contexto porque ele simboliza todas as lutas do povo brasileiro por um Brasil socialmente justo e com igualdade de oportunidades para todos. A criminalização de Lula já vinha sendo feita por setores da mídia bem antes da sentença de Moro. Essa sentença, na prática, já era conhecida por todos os que acompanham de perto os movimentos da Lava-Jato.

O próprio Lula, em artigo escrito no ano passado, já falara que não haveria como não ser condenado, independentemente da falta de provas pois os integrantes da Lava-Jato construíram uma narrativa ao longo do tempo e ficaram reféns dela, mesmo tendo somente uma delação (sem provas) e uma mera apresentação de power point feita por um procurador midiático que também não apresentou nenhuma prova de que Lula fosse o verdadeiro dono do tríplex do Guarujá. Mais grave ainda é que foram ignorados inúmeros documentos da defesa de Lula que comprovam não ser ele o dono do imóvel.

A condenação sem prova de Lula tem um nítido viés político. O desafio para as forças democráticas, portanto, é fazer ao mesmo tempo a defesa de Lula e do Estado Democrático de Direito. Essa bandeira interessa a todos. Se fazem este ataque orquestrado contra um ex-presidente, que saiu do governo com 87% de aprovação e é um dos maiores líderes mundiais da atualidade, imagine-se o que poderão fazer contra um cidadão comum.

Defender Lula é defender os direitos de todos os brasileiros, independentemente de religião, opção política, partidária e ideológica. É defender a democracia.

Renomados juristas brasileiros e estrangeiros assinalam que há uma evidente perseguição política a Lula, para cassar seus direitos políticos e torpedear sua candidatura à presidência da República. Lula lidera em todas as pesquisas sobre eleições presidenciais, mas a oposição, que preferiu chegar ao governo patrocinando o golpe que tirou Dilma Rousseff do poder, não tem ainda candidato à altura de Lula. Logo, há uma visível maquinação, com setores do Judiciário e da mídia, para tirar Lula do páreo.

Não é no tapetão que se ganha eleição. Eleição se ganha com votos. E a eleição só terá legitimidade com a participação de Lula, senão será uma farsa. Por isso, vamos para as ruas, defender Lula e a democracia e exigir Diretas Já para que os direitos que conquistamos ao longo de décadas sejam mantidos, ampliados e respeitados.”

Artigo publicado originalmente no Blog do Noblat em 18 de julho de 2017.

Foto: Alex Ferreira

 

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