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Zarattini faz análise da conjuntura e defende Fora Temer e fortalecimento das Diretas Já

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Há uma cisão no bloco golpista e nós precisamos revigorar a campanha Fora Temer e Diretas Já, se quisermos parar as reformas Trabalhista e da Previdência que tiram sem dó nem piedade direitos dos trabalhadores. A afirmação é do líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), ao falar sobre a situação política do Congresso Nacional e do desmonte promovido pelo governo Temer durante a reunião do Diretório Nacional na manhã desta quinta-feira (6), que discutiu a conjuntura política e econômica do País.

Na avaliação do líder Zarattini a cisão do bloco político/empresarial se intensificou com a Lava Jato comandada pela Procuradoria-Geral da República, que atingiu toda a cúpula do PMDB e do PSDB. “O PSDB ameaça abandonar a base do governo com intenções eleitorais e a Rede Globo e boa parte da mídia também já abandonou o governo Temer”, observou. Ele alertou, no entanto, que esse rompimento é só do ponto de vista político. “Porque os objetivos do golpe são iguais: as reformas, o pacote de ataques aos direitos dos trabalhadores e a soberania nacional. Isso os unifica, o que divide é como fazer isso e como constituir um governo”, afirmou.

Zarattini reforçou que no bloco da oposição, liderado pelo PT, estão o PCdoB, a Frente Brasil Popular, a CUT e o MST. “Temos desempenhado esse papel com êxito e, se ainda não tiramos o Temer do governo, conseguimos construir um grande movimento de opinião pública”, afirmou, citando a rejeição de mais de 90% do povo brasileiro ao governo golpista. O líder do PT ressaltou ainda que a oposição conta pontualmente com o PSol, com a Frente Povo sem Medo e com o PDT. E lembrou que o PSB, que era governo, hoje tem uma maioria na opção.

Conjuntura economia – Sobre a situação econômica do Brasil, Zarattini avalia que o governo terá um ano de 2018 complicado para conseguir executar o orçamento dentro do previsto. “E, lamentavelmente o governo deve investir menos, reduzir benefícios sociais e intensificar a retirada de direitos”.

O líder destacou também o desmonte da Petrobras, promovido pelo governo golpista, com o fatiamento da empresa para privatização, a liberação da venda de terras para estrangeiros, alertou sobre a intenção de abrir a mineração para empresas internacionais e sobre a privatização do setor elétrico.

Zarattini criticou ainda as medidas do governo Temer que revertem a Reforma Agrária; lembrou do desmonte da educação com a reforma do Ensino Médio e medidas que inviabilizam o acesso ao ensino superior por meio do financiamento estudantil (Fies).

O líder lamentou ainda que o governo Temer tenha acabado com todas as formas de participação popular. “Isso porque o interesse deles é a participação empresarial. É a CNI, é a Fiesp, é a Febraban, as grandes empresas multinacionais, Essa é a forma de diálogo deles. É absolutamente zero a conversa com a maioria do povo brasileiro”.

Vânia Rodrigues

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