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Caged mostra timidez na geração de emprego no País

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A criação de 34,2 mil novos postos de trabalho formal — 90% deles no setor agropecuário — registrados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho no mês de maio é um resultado muito tímido diante dos mais de 14 milhões de desempregados.

O resultado é preocupante porque, mesmo com Carteira de Trabalho assinada, a pesquisa mostra que a maioria dos empregos gerados (90%) são no setor agropecuário, que tem histórico de ocupações sazonais. São contratações devido ao início do ano-safra e que possivelmente não vão se manter. Portanto seria precipitado dizer que haverá uma retomada.

Os dados do Caged, mesmo mostrando a geração dos 34, 2 mil empregos, revelam também que maio foi um mês ruim para vários setores da economia. No comércio, por exemplo, a retração foi 11.254 postos de trabalho e na construção civil fecharam 4.021 vagas. E a indústria metalúrgica, mecânica e eletroeletrônicos registraram resultados negativos de -3.077, -2593 e -373, respectivamente.

O saldo foi negativo também na indústria extrativa mineral que fechou 510 postos e nos serviços industriais de utilidade pública a retração foi de 387 vagas.

Também pelos dados do Caged verificou-se que o trabalho urbano cresceu apenas em setores como indústria de transformação, que gerou 1,4 mil vagas e de serviços que abriu quase 2 mil postos.

Ainda segundo o Caged, desde junho de 2016, apenas os meses de fevereiro, abril e maio registraram saldo positivo na geração de empregos, somando, os três meses, 129,7 mil novos postos. Esses números sequer chegam perto de fazer frente aos registrado nos outros nove meses (perda de 554,9 postos de trabalho) — só em dezembro do ano passado, 116,7 mil vagas foram fechadas.

Massa salarial – O estudo do Caged mostra ainda que o resultado positivo de 34.254 postos de trabalho gerados em maio é o resultado da contratação de 1.242.433 e da demissão de 1.208.180. O que significa que a rotatividade ė alta e continua com efeito negativo sobre as médias salariais, isso ocorre porque os novos contratados possuem salários médios menores (R$ 1.441,99) do que os demitidos (R$ 1.648,83).

Vale destacar que o crescimento da massa salarial (soma de todos os salários no mercado formal, nesse caso, dos admitidos e demitidos em maio) é elemento importante para o crescimento do consumo e retomada da economia. No mês de maio, mesmo com saldo positivo do emprego, devido à rotatividade, a massa salarial teve queda de -10%.

 

PT na Câmara com Agências

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