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Mercado financeiro manda recado para Temer

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Carlos Zarattini (PT-SP) - Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara

Em artigo, o líder da bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) analisa que mercado financeiro começa a dar sinais claros que poderá passar a ser o maior inimigo de Temer nessa sua luta insana e pouco republicana de permanecer no Palácio do Planalto. Para ele, o mercado escancarou as inconsistências e o fracasso da “pinguela para o passado” proposta pelos peemedebistas.  Na avaliação do líder, o Brasil está afundando sob o comando de Temer. “E não há outra saída senão convocação de eleições diretas. Para que por meio de um processo democrático, o povo possa escolher um projeto que faça o Brasil andar “. O texto foi publicado no Blog do Noblat. Leia a íntegra:

 

Mercado financeiro manda recado para Temer

O governo de Michel Temer foi criado para atender aos interesses do mercado financeiro. Mesmo impondo uma política econômica recessiva e que atende somente ao setor especulativo, ele começa a ser abandonado. O mercado financeiro começa a dar sinais claros que poderá passar a ser o maior inimigo de Temer nessa sua luta insana e pouco republicana de permanecer no Palácio do Planalto.

Em recente entrevista veiculada na mídia, o diretor do Insper, Marcos Lisboa, escancarou o abandono do mercado ao governo Temer. Lisboa declarou que o Brasil atualmente não possui perspectiva de futuro. Logicamente, ele trata do futuro deles rentistas, aplicadores financeiros, aqueles que vivem de renda. Até esse grupo, que tanto defende e patrocina a agenda de retrocessos imposta por Temer ao povo, resolveu desobrigar-se de manter apoio ao governo.

Até Marcos Lisboa, que é defensor e ideólogo da política econômica apresentada por Temer no plano de governo chamado “Uma ponte para o futuro”, percebeu a incapacidade desse governo de resolver os graves problemas econômicos e sociais que o País enfrenta.

O mercado escancarou as inconsistências e o fracasso da “pinguela para o passado” proposta pelos peemedebistas. E é bom que se repita que o mercado financeiro apoia aprovação de reformas como da Previdência e Trabalhista nesse formato de arrocho e retirada de direitos dos trabalhadores.

Outra importante revelação feita neste percurso de abandono do governo Temer: o que entra no Brasil é especulação financeira, é compra de ativos já existentes, de ativos de energia elétrica e não se investe em novas infraestruturas, nem sequer em novas fábricas.

Com essa percepção, mesmo o setor financeiro entusiasta do governo, cada vez mais não acredita na sua capacidade em recuperar a economia, mesmo em se tratando de um modelo que os beneficia.

Mesmo na perspectiva do mercado, as expectativas para o crescimento do PIB em 2017, que há um ano se encontrava em cerca de 1%, hoje despencaram para menos da metade.

Atualmente as expectativas são de 0,4% de crescimento para 2017, mas provavelmente nós vamos chegar a menos do que isso. Já está se falando em 0,2%. Portanto, nada de crescimento este ano.

E isso quem está falando é o capital financeiro. São vozes que têm interesse em estabelecer uma política para transformar o Brasil num país agrário-exportador e minério-exportador. Aliás, as expectativas são de aumento da produção de petróleo, mas de redução da proporção da Petrobras nesse conjunto para menos de 80%, provavelmente em torno de 75%.

Portanto, mesmo esse projeto, que tanto agrada ao capital financeiro e aos rentistas do País, está no caos. Não há condições, segundo Marcos Lisboa e tantos outros que observam a economia nacional, de levar esse governo à frente. Nem os grandes empresários do “pato amarelo”, que patrocinaram o golpe e agora reclamam do fim da política de conteúdo nacional.

 

Esse governo, comandado por Michel Temer e Henrique Meirelles, já não tem condição alguma de atender ao mercado. Já que ao povo brasileiro ele nunca representou. Nunca atendeu à esperança de 200 milhões de brasileiros que querem emprego, querem melhorar a renda, querem ter acesso à educação e à saúde.

Portanto, não há salvação. O País está afundando sob o comando de Temer. E não há outra saída senão convocação de eleições diretas. Para que por meio de um processo democrático, o povo possa escolher um projeto que faça o Brasil andar.

Se esse projeto vai ser o do PT, do PSDB ou do PMDB, a população vai decidir. Mas queremos e precisamos dar ao povo o direito de decidir.

A democracia é o caminho para superar a crise política, a crise econômica e dar uma perspectiva ao povo brasileiro de mais emprego, distribuição de renda e oportunidades. Com mais de 13 milhões de desempregados, urge uma solução que devolva o Brasil aos trilhos.

 

Publicado originalmente no Blog do Noblat
Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara

 

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