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Petistas pedem urgência em ações contra violência no campo

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Os deputados Beto Faro (PT-PA) e Zé Geraldo (PT-PA) lamentaram, durante discurso na Câmara, o aumento da violência rural no Pará e exigiram a elucidação e punição dos responsáveis pela chacina ocorrida no município de Pau D’Arco. Na ocasião dez posseiros foram assassinados (nove homens e um mulher), após uma operação das polícias civil e militar do Estado. Segundo os parlamentares, a ofensiva contra a regularização de terras indígenas, quilombolas e as políticas antirreforma agrária estimulam a violência no campo.

“Toda a ofensiva que há aqui para a não regularização das áreas indígenas e quilombolas, as políticas antirreforma agrária – como a própria Medida Provisória nº 759, de 2016, que passa a fazer um processo de titulação e não de desapropriação para o processo de reforma agrária – dão a senha para que fazendeiros e inclusive policiais mal-intencionados façam chacinas, como essa que aconteceu em Pau D’Arco, embora tenhamos muitos bons policiais no nosso Estado”, observou Beto Faro.

No pronunciamento, Beto Faro também disse que “o governo do Estado do Pará deveria pedir auxílio do governo federal, do Ministério da Justiça e da Polícia Federal, para investigar, esclarecer e punir os responsáveis por esses crimes”.

Ao também exigir a identificação e punição dos responsáveis, o deputado Zé Geraldo exibiu no plenário uma cópia do relatório da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Pará. Segundo ele, o documento prova que não houve enfrentamento e que as vítimas morreram após serem torturadas.

“Não há nenhuma dúvida de que lá houve um massacre — mortes e tortura — e de que não houve nenhum enfrentamento. As pessoas tentavam fugir da polícia, que chegou para prendê-las. Elas correram. Estavam debaixo de uma lona, porque estava chovendo muito. A polícia chegou e foi matando as pessoas. Os depoimentos informam que as mortes duraram mais de 1 hora. Não adianta tentar justificar e dizer que houve enfrentamento. O que houve lá foi morte com tortura”, acusou.

Héber Carvalho

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