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Homenagem vira ato pelas eleições diretas já

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Sessão solene em homenagem ao Dia Nacional da Defensoria Pública nesta quinta-feira (18), na Câmara, se transformou em um ato de repúdio ao presidente Michel Temer, acusado em delação premiada de Joesley Batista, dono do grupo JBS, de comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, atualmente preso em Curitiba. No ato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), agora ex-presidente nacional dos tucanos, foi também citado ter cobrado R$ 2 milhões em propina da JBS.

Durante toda a sessão, os deputados do PT e de outros partidos de oposição, aproveitaram o momento da homenagem para exigir a renúncia de Temer, a cassação de Aécio, e a imediata convocação de eleições diretas para a presidência da República.

Alguns minutos após a abertura da sessão, presidida inicialmente pelo deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) – autor da iniciativa-, o 1º vice-presidente da Câmara e aliado de Temer, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), entrou no plenário e exigiu que Molon lhe deixasse presidir a sessão para evitar os discursos políticos contra Temer e Aécio.

Vários parlamentares usaram o tempo regimental, tanto para homenagear os defensores quanto criticar a conduta de Michel Temer. Ao discursar pela liderança do PT, o deputado Paulo Pimenta (RS) saudou os defensores públicos, mas exigiu a renúncia de Temer e a realização de eleições diretas para presidente.

“Os três personagens do golpe, o Temer, o Aécio Neves e o Eduardo Cunha foram pegos em flagrante. Não há saída democrática para esta crise a não ser a renúncia (de Temer), a cassação (de Aécio) e a realização de eleições diretas já. Não aceitaremos que setores golpistas elejam de forma indireta o novo presidente”, afirmou.

Da mesma forma, o deputado Wadih Damous (PT-RJ) elogiou o trabalho dos defensores públicos e também destacou a falta de legitimidade de Temer.

“Esse é o mais grave episódio da República, onde o presidente foi flagrado em um ato de banditismo. Temer não reúne mais as condições políticas e morais para governar o país. Qualquer tipo de acordo nessa casa, que não passe por eleições diretas, será mais um golpe na democracia brasileira”, disse.

Já o deputado Jorge Solla (PT-BA), após exaltar a defensoria pública, explicou que a delação da JBS envolvendo Temer e Aécio, só ocorreu porque não passou pelos Procuradores da Lava Jato, em Curitiba.

“Essa delação (contra Temer) só saiu porque o delator (da JBS) veio para Brasília, para a Procuradoria Geral da República, onde não existe a blindagem da república de Curitiba. Lá (em Curitiba) eles fazem prisão ilegal apenas para obter delação. A PGR faz diferente, recebe a denúncia, colhe as provas, homologa a delação e somente depois realiza a operação para a prisão”, destacou.

Após também elogiar o trabalho dos defensores públicos, o deputado Pepe Vargas (PT-RS) defendeu a saída de Temer e a adoção de eleições diretas para escolher o substituto.

“Em qualquer hipótese o povo deve ser soberano. E já existe um Proposta de Emenda Constitucional, que está na CCJ, para que o povo escolha o novo presidente”.

O deputado Assis Carvalho (PT-PI) classificou o trabalho dos defensores públicos como “anjos da guarda do povo cada vez mais pobre por conta do golpe na democracia”. “Esse golpe colocou uma confraria de ladrões no Planalto”.

O também petista Reginaldo Lopes (PT-MG) disse que é justamente a população mais pobre, “defendida pelos defensores públicos”, que é a mais atingida pelo governo Temer. “São esses que querem a saída de Michel Temer, e que vão as ruas exigir diretas já porque não vão aceitar a escolha do novo presidente por este congresso sem legitimidade”, finalizou.

Héber Carvalho

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