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Líderes do PT condenam violência contra indígenas no Maranhão

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Cinco indígenas baleados, dois gravemente feridos. Esse é o saldo do ataque desfechado por pistoleiros no último fim de semana contra uma comunidade do povo Gamela, em Viana (MA). Os Gamela já vinham denunciando a movimentação de fazendeiros locais para retirá-los de suas terras ancestrais, sem qualquer providência da Funai ou do Ministério da Justiça—o titular da pasta, Osmar Serraglio, chegou ao ponto de se referir às vítimas como “supostos indígenas”.

As bancadas do PT no Senado e na Câmara estão mobilizadas para garantir a investigação e punição dos autores e mandantes e criticaram duramente a postura dos órgãos responsáveis por garantir a segurança dos povos indígenas. Em nota pública, os parlamentares petistas lembram que o ataque bárbaro deste fim de semana ocorre pouco tempo após o massacre de trabalhadores rurais de Colniza (MT), a violência policial contra indígenas em Brasília e a brutal agressão ao estudante Mateus Ferreira da Silva, que participava de manifestação pacífica em Goiânia. “A violência extrema contra o povo tornou-se norma. Voltamos à barbárie”.

Veja a íntegra da nota das bancadas do PT na Câmara e no Senado sobre o ataque ao povo Gamela:

“Nota pública

As bancadas do PT no Senado e na Câmara manifestam sua indignação e seu repúdio ao violento ataque perpetrado contra o povo indígena Gamela, ocorrido no povoado de Bahias, município de Viana (MA). Por milagre, não houve a morte de ninguém, pois os covardes atacantes balearam cinco indígenas e feriram gravemente outros dois.

Trata-se de violência anunciada, numa área em que há antigo conflito de terra. O povo Gamela já vinha denunciando às autoridades os planos dos fazendeiros da região de matar as suas lideranças e impedir a retomada de suas terras ancestrais. O próprio governador do Maranhão, Flávio Dino, enviou, ao final do ano passado, ofício pedindo a intervenção da Funai na região e a demarcação das terras do povo Gamela.

Lamentavelmente, a Funai do governo golpista, sucateada por cortes extensos de verbas e entregue a um partido político, não conseguiu se mobilizar a tempo. Mais lamentável ainda foi atitude do Ministro da Justiça do governo ilegítimo, que definiu, em nota oficial, o povo Gamela como “supostos indígenas”.

Esse ataque bárbaro aos povos originários ocorre pouco tempo após o massacre de trabalhadores rurais de Colniza, a violência policial contra indígenas em Brasília e a  grave agressão ao estudante Mateus Ferreira da Silva, que participava de manifestação pacífica em Goiânia. A violência extrema contra o povo tornou-se normal. Voltamos à barbárie.

No entendimento das Bancadas, o golpe de 2016 criou um Estado de exceção dedicado a reprimir violentamente movimentos sociais, estudantes, professores, trabalhadores, indígenas e quaisquer outros grupos sociais que ousem se opor ao governo ilegítimo e sua agenda ultraneoliberal. A atual escalada de violência é nítido reflexo da ausência de democracia real e da total incapacidade das autoridades ilegítimas de mediar conflitos, pois estão inteiramente comprometidas com a defesa dos interesses dos poderosos.

Nesse contexto, os povos originários do Brasil estão em situação de extrema vulnerabilidade, uma vez que o governo golpista pretende liberar a venda de terras a estrangeiros e permitir a mineração na Amazônia, inclusive em terras ancestrais.

As Bancadas do PT no Senado e na Câmara tomarão todas as medidas cabíveis para que esse ato bárbaro seja investigado a fundo e todos os responsáveis sejam punidos conforme a lei.

Contra o genocídio dos povos indígenas! Demarcação já!

 

Gleisi Hoffmann

Líder da Bancada do PT no Senado Federal

Carlos Zarattini

Líder da Bancada do PT na Câmara dos Deputados”

 

PT na câmara e no Senado

 

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