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Política recessiva de Temer provoca desemprego recorde e destrói avanços

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Com o Brasil sob o comando golpista, o número de desempregados atingiu – entre novembro, dezembro e janeiro passado – a marca recorde de 12,9 milhões de pessoas, o que representa um crescimento de mais 879 mil pessoas sem emprego em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016. Os dados foram divulgados hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No confronto a igual trimestre do ano anterior, o aumento foi de mais 3,3 milhões de pessoas. O percentual de desempregados atualmente no País é de 12,6%, que expressa o maior índice desde que o IBGE passou a medir o desemprego no Brasil por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em 2012.

Para o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), os números do desemprego no País são o reflexo de uma política recessiva implementada pelo atual governo de Michel Temer. “Em nome do ajuste fiscal, que eles consideram a máxima de política econômica, estão sacrificando a nossa indústria, nossos serviços e, consequentemente, o emprego de milhões de brasileiros. Eles dizem que os juros caem, mas a inflação está caindo e o juro real está aumentando. Quem é pequeno, médio e até mesmo os grandes deixam de investir, porque não vão pagar juros tão altos”, explicou o líder.

Embora o governo do ilegítimo insista em responsabilizar a presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff por esse desastre econômico e social, os dados não mentem. Para os mal intencionados, continua valendo o falacioso argumento segundo o qual o governo golpista ainda não teve tempo de “arrumar a casa”. Na verdade, a lógica é inversa: o tempo que o governo já teve foi utilizado para desarrumar o País com medidas que aceleram e agravam o desemprego no País.

Vale lembrar que há pouco mais de dois anos, quando Dilma encerrava seu primeiro mandato, em 2014, a crise política já estava instalada, o Brasil ainda sentia os efeitos da crise econômica mundial e, ainda assim, o País vivia uma situação de pleno emprego. As informações são do próprio IBGE, que, ao divulgar o resultado do desemprego em novembro e dezembro daquele ano, mostrou que o índice era de 4,8% e caiu para 4,3% no último mês do mandato de Dilma. Assista à matéria do Jornal da Globo em que, à época, a própria emissora exibiu reportagem sobre o assunto (“Brasil encerra 2014 com a menor taxa de desemprego já registrada”) e reconheceu o feito do governo Dilma.

No geral, a presidenta fechou seu último ano de primeiro governo com uma média de desemprego – entre janeiro e dezembro – de 4,8%, configurando-se como o menor percentual de toda a série da Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Veja aqui os dados detalhados do IBGE. Mais que isso, o instituto mostrou naquele ano de 2014 que a média de desempregados foi estimada em 1,176 milhão, contingente 54,9% menor que o de 2003 – primeiro ano do governo Lula, que, de fato, havia herdado de seu antecessor tucano – o ex-presidente FHC – um País afundado em desemprego.

Foi justamente Lula quem iniciou o grande ciclo virtuoso de geração de empregos, de incentivo à produção, de apoio à indústria nacional, de estímulo à micro e pequena empresa, fazendo o contrário do que o governo atual faz hoje com o País, implementando uma política econômica que privilegia unicamente o grande capital financeiro, em prejuízo dos setores da economia que, de fato, geram emprego. Portanto, o desemprego em alta é o resultado mais imediato do golpe e é de responsabilidade exclusiva daqueles que criaram e insuflaram uma crise política, que atualmente revela seus efeitos econômicos contra a população brasileira.

Tarciano Ricarto

Ouça o Líder Deputado Carlos Zarattini na RÁDIO PT NA CÂMARA

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