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Mudança no Minha Casa, Minha Vida vai favorecer os mais ricos e aumentar a desigualdade, denuncia Marcon

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O deputado Marcon (PT-RS) criticou em pronunciamento no plenário a mudança de foco promovida pelo governo ilegítimo de Temer no Programa Minha Casa, Minha Vida, implementado pelos governos do PT visando atender os menos favorecidos. Agora, em vez de garantir moradia para os menos favorecidos, o programa vai priorizar aqueles com rendas mais altas.

Para o parlamentar petista, estas mudanças no programa vão favorecer os mais ricos, aumentar a desigualdade e a exclusão nas periferias. “O governo golpista sucateou o Minha Casa, Minha Vida para as populações de baixa renda. E agora, as faixas de renda mais altas é que poderão comprar imóveis financiados com condições mais favoráveis. Ou seja, o governo golpista está dando uma mãozinha com o dinheiro público para que o mercado aumente sua taxa de lucro nos empreendimentos de alto padrão. O programa destinado para a chamada faixa de um salário mínimo e meio só está disponível para construtoras. As entidades do movimento popular que quiserem trabalhar nessa faixa continuarão esperando”, lamentou Marcon.

De acordo com o deputado do PT, a cobertura da mídia com o anúncio das mudanças no programa é apenas para “passar a impressão” de que o governo ilegítimo está trabalhando. “Esse pacotão pró mercado imobiliário tende a aumentar o preço da terra, a elitizar ainda mais a construção de novas moradias por empresas privadas. E essa mídia que está aí precisa passar a impressão de que o governo está trabalhando, que o golpe valeu a pena”, reiterou Marcon.

Entenda – Com as mudanças do governo golpista no Programa Minha Casa, Minha Vida, que nos governos do PT beneficiou milhões de brasileiros que não tinham acesso a programas habitacionais, na faixa 1,5 – dedicada a famílias com rendas mais baixas – o reajuste para o limite de renda familiar é de 10,74%, (de 2,35 mil para R$ 2,6 mil) e na faixa mais alta pula de R$ 6 mil para R$ 9 mil, crescendo nada menos que 38,46%.

Em 2017, serão 170 mil novas casas na faixa 1. A faixa 1,5 terá 40 mil contratações. E as faixas dois e três, destinadas a famílias com renda até R$ 9 mil deve entregar nada menos que 400 mil unidades.

Gizele Benitz

 

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