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Pimenta vai acionar PGR contra Temer e Marcela por mudança no mobiliário que desfigura Palácio da Alvorada

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palacio alvorada interior

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) anunciou que vai protocolar, na próxima semana, representação junto ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, cobrando investigação sobre a mudança do mobiliário do Palácio da Alvorada realizada por parte do casal golpista Michel e Marcela Temer.

A notícia-crime se baseia em notícias divulgadas pela imprensa, sobretudo na entrevista do ex-responsável pela curadoria dos palácios do governo federal, Claudio Soares Rocha, ao portal Poder 360 Drive. “Tapetes foram substituídos por uma questão de gosto pessoal, porque não gostam de tapete vermelho. Os sofás têm sido substituídos porque não gostam de sofá preto ou do sofá cor de telha, apesar dessas cores terem sido escolhidas pela própria Ana Maria Niemeyer e pelo Oscar Niemeyer na década de 60”, informou o profissional.

“O problema é que o Palácio [da Alvorada] é um espaço público, é um prédio tombado e não faz nenhum sentido esse tipo de mudança, esse tipo de interferência num espaço que é público”, ressaltou Rocha.

Paulo Pimenta considera “um absurdo” as mudanças que desfiguram o edifício. “Assim como confundiu democracia com ditadura da maioria, o casal golpista confunde o patrimônio público com seus bens privados”, diz o parlamentar.

“Os Palácios do Executivo são patrimônio público, não casa particular do ocupante da vez, muito menos de um golpista!”, protestou Pimenta em sua conta no Twitter.

Além das notícias da imprensa, o deputado gaúcho consultou normas como o decreto nº 99.245, publicado a 10 de maio de 1990, que institui o “Projeto Palácio da Alvorada” e tem a finalidade de “de guarnecer o Palácio da Alvorada com uma coleção permanente de obras de arte, documentos, mobiliários e objetos utilitários, representativos da identidade cultural brasileira”.

Estrela – No governo Lula, quando um canteiro de flores vermelhas (sálvias) em formato de estrela foi plantado no Jardim do Palácio da Alvorada, toda a grande mídia e a oposição protestou com veemência, acusando o governo de “aparelhar” o espaço público com um símbolo do PT e, com isso, violar as normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Entretanto, o gerente de proteção do Iphan à época, o arquiteto José Leme Galvão, refutou as acusações – em entrevista à Folha de São Paulo – ao afirmar que um canteiro de quatro metros de diâmetro era muito pequeno para descaracterizar um jardim de 38 hectares.

Rogério Tomaz Jr.

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