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Líder do PT defende investigação criteriosa de denúncia contra José Serra

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O tucano José Serra (SP), atual ministro golpista das Relações Exteriores, tem no seu encalço agora o empresário e ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho (PSDB), que afirmou ter recebido, em conta no exterior, recursos da Odebrecht repassados à campanha presidencial de Serra em 2010. O relato do ex-deputado – publicado pela Folha de São Paulo – reforça delação feita no ano passado por executivos da empreiteira que apontaram Coelho como um dos operadores dos R$ 23 milhões (R$ 34,5 milhões, corrigidos pela inflação) repassados pela empreiteira à campanha de Serra naquele ano.

O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), defendeu investigações criteriosas para confirmar todos os relatos colhidos até agora, que, segundo o líder petista, têm coerência e estão muito bem encadeados, “com começo, meio e fim”. “É fundamental investigar a origem desses R$ 23 milhões. É preciso saber qual a sistemática de repasse desse dinheiro. Ou seja, descobrir se houve ligação com ato de corrupção e que tipo de ação do ex-governador de São Paulo José Serra pode ter motivado por parte da empreiteira um repasse tão elevado em dinheiro”, detalhou.

Segundo o jornal, o ex-deputado – amigo próximo de Serra em outras épocas – confirmou que os repasses feitos em conta na Suíça foram para ressarcir gastos que teriam sido antecipados por ele durante a campanha. Em entrevista para outros jornais, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado do operador, disse que foi um ressarcimento feito pelo partido. “[Ronaldo] combinou esse ressarcimento com o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, e o partido pediu que ele indicasse uma conta lá fora”, confirmou o advogado. Ronaldo Cezar foi um dos fundadores do PSDB nos anos 80 e presidiu o partido no Rio de Janeiro na década de 90.

De acordo com o advogado, seu cliente, assim como fez em campanhas anteriores do PSDB, emprestou seu avião para uso dos tucanos na pré-campanha de 2009 e na campanha de 2010, e, como pagamento desse serviço, o partido teria depositado os valores numa conta fora do País. O criminalista confirmou ainda que os valores recebidos no exterior foram incluídos na adesão do empresário ao recente programa de regularização de ativos no exterior, mas não foram repatriados ao Brasil, assim como faculta a lei.

Ao aderir ao programa de regularização, os proprietários desses valores fora do Brasil ficam isentos da aplicação de punições relativas à sonegação fiscal, apropriação indébita, crimes tributários, entre outros crimes. Porém, alguns especialistas no assunto divergem da possibilidade de que a regularização seja possível com recursos provenientes de caixa 2 de campanha eleitoral.

Outros amigos – No acordo de delação feito ano passado por executivos da Odebrecht, aparece outro nome de amigo de José Serra. Desta vez, o do tucano e ex-deputado federal Márcio Fortes (RJ), que foi apontado como operador do caixa 2 no Brasil. Os executivos são Pedro Novis, presidente do grupo entre 2002 e 2009, e o diretor Carlos Armando Paschoal, conhecido como “CAP”, que, segundo a Folha de São Paulo em matéria publicada em outubro passado, atuava no relacionamento com políticos de São Paulo e nas negociações de doações para campanhas.

O jornal também reforçou os laços de amizade entre Novis e Serra. O tucano seria chamado de “vizinho” em documentos internos da empreiteira, por já ter morado próximo ao tucano. Serra também era identificado como “careca” em planilhas encontradas pela Polícia Federal. Seu nome apareceu ainda em lista de políticos encontrada na casa de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o BJ, que é presidente de um dos braços da empreiteira – a Odebrecht Infraestrutura.

PT na Câmara com agências

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