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Benedita da Silva rebate ataques da Lava-Jato e defende Lula como única solução para o Brasil sair da crise

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BeneS21122016

Em discurso na tribuna da Câmara, nesta segunda-feira (19), a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), uma das vice-líderes da Bancada do PT na Câmara, alertou no plenário que o Brasil só vai retomar o rumo do crescimento econômico com geração de empregos e distribuição de renda com a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela fez uma defesa de Lula e do legado de seu governo (2003-10) e rebateu a perseguição que ele vem sofrendo dia e noite por parte dos integrantes da Operação Lava-Jato, que atuam em conjunto com setores da mídia que apoiaram o golpe que derrubou a presidenta legítima Dilma Rousseff.

A parlamentar observou que Lula, mesmo com todo o ataque midiático e das mentiras levantadas contra si pela Lava-Jato- os procuradores e o juiz Sérgio Moro só atuam com base em ilações e convicções, mas sem nenhuma prova – lidera as pesquisas eleitorais. “Essa é a razão do ataque cotidiano e incessante dos órgãos da grande mídia a Lula, com a orquestração cuidadosa dos vazamentos de delações não comprovadas e das ações espetaculosas da Polícia, permitidas e promovidas pelo juiz Sérgio Moro e pelos procuradores do Ministério Público de Curitiba, com a conivência, em conjunto, do Supremo Tribunal Federal e de cada um de seus ministros”, alertou Benedita.

Para a petista, o usurpador Michel Temer está levando o Brasil a um verdadeiro caos, com um processo de destruição de direitos e de entregas das riquezas nacionais a grupos estrangeiros, em detrimento dos interesses do País e do povo brasileiro. Ela discorreu sobre o golpe que tirou a presidenta legítima Dilma Rousseff e instituiu um governo usurpador. “O governo Temer é ilegítimo e está retirando direitos dos trabalhadores, para ferir de morte a democracia brasileira e a Constituição”, afirmou.

Ela lembrou que o atual governo tem recebido apoio maciço da mídia oligopolizada, ao contrário do que houve durante o governo Dilma, quando os barões da comunicação se associaram aos golpistas para derrubar o governo legítimo eleito em 2014 por 54,4 milhões de brasileiros. Trata-se de um governo montado para realizar um frontal ataque a direitos consolidados ao longo de décadas, disse Benedita da Silva. Ela citou o caso da reforma da Previdência proposta pelo governo golpista. “Atinge direitos de servidores, dos idosos, da juventude, pessoas com deficiência, aposentados, pensionistas e mulheres”.

Soberania – Benedita da Silva criticou o Congresso por dar apoio a diferentes iniciativas que destroem direitos e dilapidam a soberania. “Esta Casa tem dado sustentação a essa política nefasta que faz com que volte a ter mais desemprego, com que as empresas nacionais parem de produzir e não tenham condição de empregabilidade para o País crescer”, alertou.

Para enfrentar esse quadro de retrocessos institucionais, destruição de direitos e de perseguição a Lula – que deixou o cargo de presidente com aprovação de 87% da população- a deputada defendeu a união das forças progressistas, democráticas, nacionalistas e de esquerda da sociedade brasileira, além dos movimentos sociais, estudantes e centrais sindicais, entre outros setores.

A parlamentar petista citou artigo do embaixador Samuel Guimarães no qual ele discorre sobre a história brasileira. O diplomata lembrou que de 1500 a 2003, as classes hegemônicas brasileiras, estreitamente vinculadas às classes hegemônicas das metrópoles coloniais (hoje os Estados Unidos), organizaram a economia, a sociedade, o sistema político e o Estado brasileiros de acordo com seus interesses e em seu benefício. Isto é, com extrema concentração de riqueza e de renda nas mãos de poucos e milhões de miseráveis e marginalizados, tornando o Brasil um dos países mais desiguais do mundo. O modelo adotado por Lula, a partir de 2003, tornou o país menos desigual, lembrou Benedita.

No texto citado pela deputada, o embaixador mostra que desde a posse de Lula, em 2003, ‘’iniciou-se uma conspiração das classes hegemônicas com o objetivo de recuperar totalmente, em 2014 ou em 2018, o poder político e econômico. Desta conspiração participaram políticos envolvidos em denúncias de corrupção; os partidos de oposição, inconformados com a derrota em 2014; políticos conservadores; o próprio Vice-Presidente Michel Temer; os meios de comunicação, em especial o sistema Globo, com suas dezenas de estações de televisão, de rádios, jornais e revistas”.

Da conspiração participaram também, segundo o diplomata, o Poder Judiciário, desde o juiz Sérgio Moro, disposto a praticar atos ilegais de toda ordem, aos Ministros do Supremo que, podendo e devendo, não o disciplinaram; os defensores de interesses estrangeiros que viram, nas dificuldades econômicas e políticas, a oportunidade de reverter políticas de defesa das empresas nacionais para promover a redução do Estado e a abertura aos bens e capitais estrangeiros inclusive para explorar seu maior patrimônio natural que é o petróleo do pré-sal; o mercado financeiro, isto é, os grandes investidores, milionários e rentistas, temerosos de uma política de redução de taxas de juros; e associações de empresários como a Fiesp.

Diz Samuel Guimarães: ‘’A contrarreforma econômica conservadora de Temer — representante e executivo das classes hegemônicas brasileiras em estreita sintonia com as classes hegemônicas dos países desenvolvidos, em especial dos Estados Unidos — significa a implantação definitiva das políticas preconizadas pelo Consenso de Washington: abrir a economia do ponto de vista comercial e financeiro, unilateralmente e sem contrapartida; privatizar, desnacionalizar as empresas estatais; desregulamentar ou regulamentar de forma favorável ao capital as atividades econômicas; manter uma política tributária favorável regressiva ao capital nacional e estrangeiro; desestimular o desenvolvimento industrial e desarticular as empresas nacionais de maior porte, estatais ou privadas, a começar pela PETROBRAS; reduzir o Estado ao mínimo e aniquilar sua capacidade de regulamentar as atividades econômicas e de proteger os trabalhadores e os excluídos; flexibilizar, modernizar o mercado de trabalho em favor do capital; consagrar essas políticas na legislação, de preferência, constitucional’’

O texto do embaixador pode ser lido na integra no link abaixo:

http://www.beneditadasilva.com.br/videos/artigo-do-embaixador-samuel-pinheiro-guimaraes-sobre-o-golpe-no-brasil/

Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

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