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Marco Maia rechaça ação pirotécnica e cita retaliação e vingança por não ter cedido a pressões

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O deputado Marco Maia (PT-RS), ex-presidente da Câmara dos Deputados, expôs seus argumentos nesta segunda-feira (5), em vídeo transmitido pelas redes sociais, que comprovam como o parecer produzido por ele durante a CPMI da Petrobras, da qual foi relator em 2014, se configurou como um documento denso, que, em momento algum, caminhou no sentido de livrar, privilegiar ou proteger algum dos investigados. Tanto é verdade – reforçou Maia – que o seu parecer recomendou o indiciamento de 53 pessoas e indicou a investigação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de 20 empresas suspeitas de formação de cartel.

Marco Maia, que até hoje não foi chamado para rebater em juízo as acusações feitas contra ele em um procedimento investigatório aberto em maio deste ano, foi alvo nesta manhã de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal. A ação, segundo avaliou, ocorreu com total despropósito, já que ele sempre esteve à disposição para contribuir com as investigações. Indignado, Maia disse discordar do formato da operação da qual foi alvo, justamente por ela acontecer num contexto de espetacularização e pirotecnia em cima de fatos que não encontram respaldo em elementos concretos.

O deputado demonstrou que as ilações forjadas por delatores da Operação Lava Jato – que o acusaram de blindar investigados – são, no fundo, uma maneira de retaliação e de vingança contra ele. Isso porque Maia não cedeu a pressões para promover tais vantagens ilegais. Ou seja, os que o acusam de cometer o crime são na verdade aqueles que tentaram e não conseguiram obter vantagens da sua parte como relator. Uma dessas pessoas, conforme explicou Marco Maia, é o ex-senador Delcídio do Amaral.

“O primeiro delator a trazer meu nome foi o ex-senador Delcídio do Amaral. Ele é um grande mentiroso, sem caráter, que trouxe o meu nome eivado de mágoas, porque a CPMI de 2014 foi a primeira a produzir o indiciamento do seu protegido, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Até então, Cerveró não tinha sido tratado como investigado por parte nenhuma instância, nem pelo Ministério Público Federal, nem pela Polícia Federal”, contou Marco Maia.

O deputado reforçou que um dos argumentos mais contundentes a seu favor é o fato de ele ter produzido um relatório com mais de 900 páginas, recomendando categoricamente esses indiciamentos, que jamais teriam sido viabilizados se, por trás do seu trabalho como relator, houvesse algum tipo de acordo ou negociata. “Eu recebi ligações de Delcídio tentando proteger o investigado Nestor Cerveró. Eu disse para ele com muita firmeza que isso não seria possível, porque iríamos produzir um relatório baseado nas investigações, e todos aqueles que devessem ser punidos seriam indiciados”, completou.

Disse ainda discordar que um ex-senador faça uma delação a “partir da sua própria régua”. Maia se referiu à afirmação de Delcídio de que as comissões parlamentares de inquérito são feitas para extorquir empresários ou para criar dificuldades ao setor econômico do País. “Ele falou isso a partir da sua régua, não é assim que esses temas são tratados na Câmara dos Deputados, e não foi assim que tratamos esse tema na CPMI. Tratamos o tema com seriedade, fizemos um relatório duro, não fizemos acordo com absolutamente ninguém. Produzimos indiciamentos que ainda não haviam sido propostos por nenhuma outra esfera de poder da nossa República”, reforçou.

Maia também refutou as acusações feitas pelo delator Júlio Camargo, lobista e ex-consultor da Toyo Setal. O deputado mostrou que o delator “mentiu descaradamente” nas acusações que fez contra ele, dizendo que esteve com Marco Maia num encontro em Brasília, realizado numa casa do Lago Sul, bairro nobre da capital federal, que seria de propriedade de uma irmã do parlamentar.

“Não tenho irmã, possuo apenas dois irmãos. Portanto, essa irmã não poderia ter propriedade no Lago Sul, e eu não poderia ter me reunido com esse cidadão na casa da minha irmã”, explicou. O deputado disse que a intenção desse delator também é vingar-se por ter sido igualmente um dos indiciados por Maia no relatório da CPMI, em 2014. “Não conheço esse cidadão, nunca estive com ele, não sei que ele é, nunca tive absolutamente nenhum contato”, disse, referindo-se a Júlio Camargo.

Também desmentiu a versão de que intermediários teriam negociado valores em seu nome. “Não tenho nenhum operador, como ele disse à época, ninguém trata das minhas campanhas, a não ser eu – única e exclusivamente. Não há autorização para nenhuma pessoa – nem do meu gabinete nem das minhas amizades – tratar do financiamento das minhas campanhas”, argumentou.

Por fim, Maia questionou o comportamento da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que deram seguimento a uma sequência de fatos sem embasamento. O deputado reforçou que todas as informações sobre seu patrimônio constam na sua declaração de imposto de renda e que não tem contas na suíça ou patrimônio a esconder. “Minha vida é transparente, quero poder continuar andando pelas ruas de cabeça erguida, sem dever nada a ninguém”.

PT na Câmara
Foto: Divulgação

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