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Relator no Conselho de Ética propõe admissibilidade de denúncia contra Jair Bolsonaro

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O deputado Odorico Monteiro (Pros-CE), relator da representação do PV contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), acusado de fazer “apologia ao crime de tortura”, apresentou nesta terça-feira (4) seu voto no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. O relator sugere que a denúncia seja aceita e que Bolsonaro seja processado por quebra de decoro.

O parecer não chegou a ser votado em razão de um pedido de vista, que adiou a decisão para a semana que vem.

Monteiro concluiu que Bolsonaro “abusou da prerrogativa parlamentar” ao homenagear o coronel Brilhante Ustra no Plenário, durante a votação da admissibilidade do impeachment da então presidente Dilma Rousseff, em 17 de abril. Morto recentemente, Ustra era alvo de uma série de acusações de tortura durante o regime militar.

Bolsonaro afirmou que Ustra não foi torturador e que não está preocupado com a representação, porque a Constituição determina que os parlamentares são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos.

Jean Wyllys – Foi definida por sorteio a lista tríplice de onde sairá o relator da representação da Mesa Diretora da Câmara contra o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ). Os deputados sorteados foram Ricardo Izar (PP-SP), Zé Geraldo (PT-PA) e Leo de Brito (PT-AC). A escolha do relator será feita pelo presidente do conselho, deputado José Carlos Araújo (PR-BA).

Jean Wyllys é acusado de ferir o decoro parlamentar por cuspir na direção do deputado Jair Bolsonaro no dia da votação da admissibilidade do impeachment. Wyllys disse depois que estava revidando um insulto.

Agência Câmara

Foto: Divulgação

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