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Conselho de Saúde: Urnas confirmam avanço das elites e de forças alinhadas ao retrocesso

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SUS

A eleição de nomes ligados a partidos conservadores nas capitais e principais cidades brasileiras neste domingo (2) é vista pelo presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Santos, como avanço da elite em defesa de seus próprios interesses. Na opinião dele, a agenda das elites, encampada pelo atual governo federal, somada aos resultados eleitorais, trará retrocesso nas políticas sociais, entre elas o direito à saúde.

“São nomes e forças políticas que representam o que está na pauta de retrocessos do governo federal, de forte ameaça aos direitos sociais, à saúde, conquistados e garantidos pelo Constituição federal; uma ruptura de um contrato social por conservadores, que tiveram apoio do Judiciário e da mídia, na defesa dos interesses das elites “, diz, referindo –se à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 241), que congela investimentos do governo federal por 20 anos e retira as vinculações obrigatórias para a saúde e educação.

Como exemplo, Santos menciona a eleição do tucano João Doria Junior em São Paulo. “É o típico representante das famílias quatrocentonas paulistas, das forças mais atrasadas, que venceu já no primeiro turno. E tem ainda o ACM Neto (DEM), em Salvador, e os tucanos Nelson Marchezan Junior, em Porto Alegre, e João Leite, em Belo Horizonte, ambos no segundo turno”, acrescenta.

O presidente do CNS entende que o resultado dessas eleições representa uma derrota significativa, que tem de ser avaliada e conclama os movimentos em defesa do SUS.

“Nada como um dia após o outro. Não é essa composição desfavorável que vai destruir tudo o que foi construído para melhorar a vida das pessoas nos últimos anos, como o Mais Médicos. Essas conquistas, infelizmente, não são vistas como conquistas, e sim como se fossem uma paisagem que sempre existiu”, ressalta.

Coordenador da campanha Saúde +10, que em 2013 coletou mais de 2 milhões de assinaturas que resultaram em um projeto de lei de iniciativa popular para elevar os investimentos da União em saúde da ordem de 10% do Produto Interno Bruto (PIB), Santos avisa que o combate terá continuidade.

Rede Brasil Atual

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