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Lula sobre denúncia acatada por Sérgio Moro: “Uma farsa. Não importa a verdade”

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“Sou um homem de consciência tranquila. O que eu quero é a verdade. Não quero é mentira”. Essa foi a reação do ex-presidente Lula à notícia de que o juiz-justiceiro Sérgio Moro acatou denúncia apresentada contra ele pela força-tarefa de procuradores-celebridades do Ministério Público Federal do Paraná.

O pronunciamento, transmitido pela Internet desde o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), aconteceu durante o lançamento de uma campanha global em defesa do ex-presidente Lula, em Nova York, chamada “Estamos com Lula” (“Stand with Lula”, em inglês). A campanha é organizada pela Confederação Sindical Internacional (International Trade Union Confederation/ITCU), que representa mais de 160 milhões de trabalhadores em 162 países. A campanha possui um abaixo-assinado que pode ser subscrito através do site: www.standwithlula.org

O ex-presidente disse que estava indignado porque Moro aceitou a denúncia mesmo sendo tudo “uma farsa, show de pirotécnica”, referindo-se à apresentação da denúncia dos procuradores, na última quarta-feira (14). “Foi um show, uma ilusão porque depois de depois dois anos de investigação concluíam que não tinha prova, mas tinha convicção de que eu era chefe de quadrilha. Mas ninguém pode ser julgado por convicções. Tem que ter provas para julgar, condenar ou absolver”, cobrou.

Segundo Lula, no Brasil, agora, o que menos importa é a verdade. O que vale é a construção da versão, que vira manchete de jornal, manipulada para TV. “Se é inocente ou não isso não importa, o que vale é ser condenado pela opinião pública”, lamentou.

Lula disse que não se abalava com o que está acontecendo. “Isso só me motiva a andar mais, a falar mais, a fazer mais. Se estão fazendo tudo isso para evitar o Lula candidato em 2018, era simples, eles poderiam ter me perguntado se eu queria ou se seria candidato. O problema é que, mesmo sem diploma, eu sei fazer mais que eles”, ressaltou.

Sua história de 41 anos de luta, ajudando a conquistar democracia, a construir a Central Única dos Trabalhadores e o Partido dos Trabalhadores e governando o País também foi mencionada. “É difícil aceitar que alguns irresponsáveis digam que eu sou responsável por uma quadrilha, quando na verdade eu fui responsável pela criação do maior partido político da América Latina, fui responsável pela maior inclusão social, fiz um Brasil ser respeitado pelo mundo, porque contribui para que o povo mais humilde pudesse andar de cabeça erguida, pudesse ter orgulho de ser brasileiro”, afirmou.

O ex-presidente considera que o Brasil vive um momento de “anomalia política” e citou o processo ilegítimo que afastou a presidenta Dilma Rousseff do poder sem ter cometido crime de responsabilidade.

“Eu sou um profundo respeitador da lei, da Constituição – que ajudei a escrever como constituinte – e da tese de que todos são iguais perante a lei. Quero ter o mesmo tratamento de qualquer trabalhador. Não acho que ninguém tem que ter privilégio. Mas as coisas não podem continuar como estão acontecendo agora no Brasil”, frisou.

Lula concluiu agradecendo pela campanha em sua defesa e brincou que tudo isso deve estar acontecendo porque a história dele como presidente do Brasil não estava prevista. “Fui um presidente intruso, não estava previsto um metalúrgico virar presidente. Não estava previsto fazer a maior política de transferência de renda, não estava previsto retirar 36 milhões de pessoas da pobreza extrema e não estava previsto criar mecanismo para acabar com a corrupção”, ironizou.

Vânia Rodrigues

Foto: Divulgação

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