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Chico D’Angelo cita “contaminação política” em não indicação de filme Aquarius

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ChicoDangelo SAlu

O deputado Chico D’Angelo (PT-RJ) criticou em pronunciamento no plenário a decisão do Ministério da Cultura de não indicar o filme Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, como representante brasileiro à disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro. Para o parlamentar petista, o que aconteceu foi “perseguição política à arte e à cultura”. Durante sua exibição no último Festival de Cannes – no qual concorreu à Palma de Ouro – a produção brasileira chamou a atenção pelo protesto de atores e membros da equipe contra o golpe sofrido pela presidenta Dilma.

“A incrível obra cinematográfica de Kleber Mendonça Filho foi preterida pelos membros da Comissão, mesmo sendo uma escolha esperada pelo conjunto da comunidade cultural e, sobretudo, pelos cineastas e realizadores do País, dadas as suas virtudes artísticas inequívocas, que fizeram dele um sucesso nacional e internacional de público e crítica”, ressaltou o petista.

Chico D’Angelo afirmou que houve “contaminação política” na construção da Comissão Especial responsável pela escolha do filme brasileiro, encabeçada pelo ministro da Cultura, Marcelo Calero. “Ele (Calero), que hoje finge ser apartidário para tentar ganhar a simpatia da classe artística, é na verdade um tucano envergonhado. Foi candidato a deputado federal, em 2010, pelo Rio de Janeiro, pelo PSDB. Além disso, tem uma plataforma esdrúxula de recriar o Estado da Guanabara. Também não queria as Olimpíadas e nem a Copa no Brasil”.

“Não é mais possível que o Ministério da Cultura esteja submetido ao alpinismo político de um ministro que submete a cultura e os artistas brasileiros ao constrangimento do retorno das formas mais rasteiras de perseguição política à arte e à cultura. A arte brasileira não tolera a censura, não suporta a mentira e não se corrompe por migalhas do poder e por falsos sorrisos. Não é possível que a cultura brasileira volte a ser submetida aos ditames do patrulhamento político, da censura e da perseguição. A arte é o exercício da liberdade”, enfatizou Chico D’Angelo.

Gizele Benitz

FOTO: Salu Parente

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