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Luta do PT e oposição: votação de mudanças de regras do pré-sal para beneficiar multinacionais é adiada

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Por pressão do PT, PCdoB, PDT e PSOL, foi adiada novamente a votação do projeto de lei entreguista e antinacional que altera o regime de partilha para a exploração do petróleo na região do pré-sal. De autoria do senador e atual chanceler golpista José Serra (PSDB-SP), o projeto de lei (PL 4567/16 ) retira da Petrobras o papel de operadora única do pré-sal, abrindo a exploração para empresas estrangeiras.

O adiamento da votação do PL 4567/16 foi garantido em reunião realizada hoje (13) com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), após os líderes da minoria – PT, PCdoB, PDT, PSOL – concordarem em retirar a obstrução da votação de algumas Medidas Provisórias.

“Essas MPs não retiram direitos dos trabalhadores, elas alocam recursos para as Olimpíadas, renegociam dívidas da agricultura familiar, enfim, foi uma importante vitória garantirmos o adiamento da votação. Vamos agora nos mobilizar para após as eleições continuarmos combatendo a entrega do patrimônio brasileiro, que o governo golpista Michel Temer, com o apoio do PSDB, do DEM e de outros partidos de direita querem realizar”, explicou o líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA).

“Nós conseguimos tirar o projeto da pauta e vamos continuar lutando para não aprovar um projeto que entrega o pré-sal para os estrangeiros “, disse a líder da minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Houve também pressão da Federação Única dos Petroleiros e de sindicatos contra o projeto entreguista de Serra. Petroleiros compareceram em massa à Câmara nesta terça-feira, fortalecendo as lideranças dos partidos que fazem oposição ao governo golpista e que lutam contra a transformação do regime de partilha em concessão, sistema que foi instituído no Brasil durante o governo do PSDB entre 1995 e 2002.

O sistema de concessão fortalece as empresas multinacionais de petróleo, sem gerar empregos e nem tecnologia no Brasil. Já o regime de partilha para o pré-sal, aprovado em 2010, com o governo Lula, garante 70% da renda do petróleo daquela província mineral para a educação e a saúde. Com o sistema de concessão, não há esses recursos para a saúde e a educação- a maior parte da renda fica nos cofres das petroleiras estrangeiras.

A intenção da bancada do governo golpista Temer é colocar em votação o projeto entreguista de Serra depois das eleições municipais. Com isso, os petroleiros terão mais tempo para mobilizar a sociedade contra a entrega do petróleo às multinacionais.

Wikileaks– Desde o ano passado a FUP e outras entidades sindicais lutam contra a intenção de José Serra (PSDB/SP) de facilitar a vida das empresas de petróleo estrangeiras. Quando senador, entrou com projeto para mudar as regras do pré-sal. Há telegramas revelados pelo Wikileaks em que Serra aparece prometendo à multinacional petroleira Chevron mudar as regras do pré-sal para atender aos interesses da empresa.

“Nossa luta para manter o pré-sal é a luta para manter a Petrobrás viva, atuante, firme, desenvolvendo o nosso país”, declarou o coordenador da FUP, José Maria Rangel. Ele advertiu que está em curso uma operação de desmonte da empresa, sob condução do golpista e privatista Pedro Parente, levado à direção da Petrobras pelo usurpador Temer. Parente já anuncia a venda de subsidiárias e a paralisação de várias atividades de perfuração e exploração petróleo nas áreas fora do Pré-Sal

“Não tenho dúvidas em afirmar que sem o Pré-Sal, a Petrobras acaba”, declara Zé Maria. “Vamos precisar de uma grande mobilização da nossa categoria e do apoio de toda a sociedade para impedir que o nosso petróleo seja entregue às multinacionais”. 

Equipe PT na Câmara com FUP

Foto: Divulgação

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