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José Serra é subserviente e conspira para evitar que Venezuela assuma presidência do Mercosul, afirmam petistas

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Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ), em entrevista à TV PT na Câmara, acusam o chanceler do governo golpista de Michel Temer, senador José Serra, de conspirar para impedir que a Venezuela a assuma a presidência rotativa do Mercosul, após a gestão do Uruguai, que se encerrou em julho. “Após conspirar para derrubar o governo legítimo da presidenta Dilma Rousseff, o tucano golpista arquiteta agora um golpe no Mercosul”, alertou Pimenta. “Serra é subserviente e só faz mal aos interesses do povo brasileiro”, acrescentou Damous.

Os deputados petistas lembram que, junto com Fernando Henrique Cardoso, Serra chegou a propor ao presidente do Uruguai, Tabaré Vazquez, que se juntasse ao golpe, ideia que foi rechaçada pelo uruguaio. Já os presidentes direitistas – porém eleitos pelo voto popular – Mauricio Macri (Argentina) e Horacio Cartes (Paraguai) apoiam a armação de Serra.

A postura de José Serra, na avaliação do deputado Pimenta, só confirma a posição contrária desse governo golpista ao Mercosul. “Uma política contrária à integração Latino Americana e que revela uma subserviência aos interesses norte-americanos, em especial, mas também de apoio a acordos bilaterais que interessam à Europa e a multinacionais que, com certeza, para o Brasil não trazem nenhuma vantagem”.

O pano de fundo de tudo isto, explicou Pimenta, é também a questão do petróleo, do pré-sal. “E o governo golpista não tem interesse que neste momento de definições sobre o pré-sal a Venezuela esteja à frente do Mercosul”, afirmou. A Venezuela tem uma política totalmente contrária a esta política entreguista que está sendo desenvolvida, especialmente, a partir da aprovação do projeto (PL 4567/16), do José Serra, que abre abrindo a possibilidade das multinacionais explorarem o petróleo no Brasil.

Paulo Pimenta citou a revelação do WikiLeaks, que mostrou a troca de e-mail entre o tucano José Serra e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil e também representantes da Chevron – uma das maiores petroleiras do mundo – onde o tucano dizia claramente: “Não participem do leilão de libras que está sendo promovido pelo governo Dilma, aguardem a vitória do Aécio, porque nós vamos mudar as regras e elas ficarão muito melhores para nós”. Serra, explicou Pimenta, se referia a nós, a embaixada dos Estados Unidos, a nós a Chevron e não nós enquanto Brasil, num claro reconhecimento da sua postura como um agente do imperialismo norte-americano dentro do Brasil.

Consumação do golpe – Wadih Damous afirmou que José Serra é daquele tipo de gente que só faz mal a um povo, a um País. “É um sujeito deletério, é servil, está a serviço dos Estados Unidos, parece que já pensando na sua candidatura (eleição presidencial de 2018), e já que está proibido financiamento empresarial aqui, quem sabe ele não consegue pela via internacional”, ironizou.

Para Wadih Damous, a atuação do Serra em nível internacional é a consumação do golpe nas relações internacionais. “Uma das razões do golpe aqui no Brasil é exatamente a entrega das nossas riquezas, é o fim da soberania nacional, a entrega do pré-sal”, afirmou. Damous reforçou que há interesse das grandes potências estrangeiras no Brasil e que o posicionamento de José Serra é absolutamente coerente com o processo golpista em curso no País. “Essa é mais uma das razões para nós barrarmos o golpe. Nós não podemos aceitar isso como fato consumado. Esse golpe é sinônimo de barbárie, da volta a um cenário em que o Brasil, com disse Chico Buarque, falava fino com as grandes potencias, sobretudo com os Estados Unidos”.

Confira a íntegra da entrevista:

PT na Câmara

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