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Em dois meses de gestão, País revela que rejeita permanência de golpistas, afirma Ságuas

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saguasmoraes gustavo

Em artigo, o deputado Ságuas Moraes (PT-MT) faz uma avaliação dos dois meses da gestão golpista de Michel Temer. O parlamentar lembrou que, apesar de todo o apoio da mídia, a população já percebe que o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, sem base legal, tem por objetivo implementar um plano de governo rejeitado nas urnas.

Para respaldar seu argumento, Ságuas mostra que em pesquisa divulgada recentemente 68% da população rejeita Michel Temer. “Nessa mesma pesquisa, os dados apontam que mais brasileiros defendem a volta da presidenta Dilma ao cargo, do que a permanência definitiva de Temer. A rejeição a Temer e o apoio à volta de Dilma se dão sobretudo nas camadas mais pobres da população. São justamente os mais pobres que já estão sendo vítimas desse golpe”.

Leia a seguir a íntegra do artigo.

Governo golpista rejeitado pela população

Ságuas Moraes

Passados dois meses do afastamento da presidenta Dilma Rousseff (PT), vítima de um golpe parlamentar produzido por um impeachment sem a comprovação de crime de responsabilidade, o país já dá sinais de que não aceita mais a permanência do golpista Michel Temer na cadeira presidencial.

Apesar do apoio da grande mídia monopolizada ao golpe e ao governo golpista, a população começa a perceber que o afastamento de Dilma visa a implementação de um programa de governo rejeitado pelo povo nas últimas quatro eleições presidenciais.

Pesquisa divulgada no dia 26 de julho pelo Instituto Ipsos, que obviamente não ganhou destaque nos jornais da grande mídia, aponta que 68% da população rejeita Michel Temer. Nessa mesma pesquisa os dados apontam que mais brasileiros defendem a volta da presidenta Dilma ao cargo, do que a permanência definitiva de Temer.

A rejeição a Temer e o apoio à volta de Dilma se dão sobretudo nas camadas mais pobres da população. São justamente os mais pobres que já estão sendo vítimas desse golpe. Além de apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), para a retirada de recursos da Saúde e da Educação que o Congresso deverá votar em breve, Temer já toma medidas efetivas contra os mais humildes e em benefício dos mais ricos.

Cito como exemplo a suspensão imposta pelo governo golpista de novos financiamentos da Caixa Econômica Federal ao programa Minha Casa Minha Vida, para famílias que possuem renda mensal de até R$ 1,8 mil. É justamente a faixa de renda que mais precisa do programa. Por outro lado, Temer autorizou a Caixa a aumentar os financiamentos para a compra de imóveis por famílias mais ricas. Antes a Caixa financiava imóveis que custavam até R$ 1,5 milhão e agora financiará imóveis de até R$ 3 milhões.

Em entrevista à imprensa a então presidenta da Caixa no governo Dilma, Mirian Belchior, declarou: “tenho só a lamentar que um banco público como a Caixa mude a sua orientação e passe a fazer financiamento de um montante tão alto. Imagine o que é um imóvel de R$ 3 milhões, que se localiza, por exemplo, numa cidade como São Paulo. Quantos quartos ou suítes, quantas vagas de garagem. E a gente sabe que 80% do déficit habitacional do país fica na faixa de até três salários mínimos. Ao mesmo tempo em que puxa para R$ 3 milhões, congela este ano contratações para a Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida – famílias com renda de até R$ 1,8 mil mensais. Acho que essa é a grande questão: o recurso sendo usado para imóveis de valor muito mais alto, enquanto que a população que mais precisa fica sem alternativa”.

Além do Minha Casa, Minha Vida, o golpista Temer acabou com o programa Ciência Sem Fronteiras, que durante o primeiro governo Dilma e até o golpe do afastamento da presidenta, levava estudantes pobres e de classe média para cursarem graduação em universidades do exterior. O programa enviou 73,3 mil universitários brasileiros para o exterior. Eles estudaram em 2.912 universidades de 54 países, sendo 182 nas 200 melhores universidades do mundo.

Do total de participantes do Ciência Sem Fronteiras, 26,4% são negros; 25% são jovens de famílias com renda até três salários mínimos; e mais da metade são de famílias com renda de até seis salários mínimos.

Esses dois exemplos foram retirados de inúmeras ações nefastas que o governo golpista já tomou contra o povo brasileiro. Temer espera ser efetivado no cargo na votação final do golpe do impeachment, que ocorrerá no final do mês de agosto no Senado, para poder abrir ainda mais o saco de maldades.

Os golpistas possuem os aliados da grande mídia monopolizada e setores do Poder Judiciário para lançar acusações contra Dilma até o dia da votação final. Eles sabem que a presidenta é inocente, que não cometeu crime de responsabilidade, mas farão de tudo para cassá-la. Da nossa parte cabe resistir e seguir denunciando o golpe em curso no Brasil.

Dilma tem chances reais de vencer na votação final. Para isso precisamos seguir mobilizados nas ruas e nas redes sociais, denunciando esse golpe contra a democracia e contra o povo. Dilma possui 22 votos no Senado e precisa de mais 6 para barrar definitivamente o golpe. Façamos nossa parte participando das mobilizações de rua contra o golpe, convocadas pelos movimentos sociais.

Também devemos seguir conversando com os senadores, mandando e-mail ou enviando recados para o Twitter e o Facebook deles. O retorno da democracia e a saída desse governo golpista e anti-povo depende de cada um de nós.

*Ságuas Moraes é deputado federal pelo PT de MT. Já exerceu mandatos também de prefeito de Juína e de deputado estadual e ocupou cargo de secretário de Estado de Educação.

Foto: Gustavo Bezerra
Mais fotos: www.flickr.com/photos/ptnacamara

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