Home Portal Notícias Foi um gesto de irresponsabilidade do governo golpista suspender o Ciência Sem Fronteiras para graduação, diz Margarida Salomão

Foi um gesto de irresponsabilidade do governo golpista suspender o Ciência Sem Fronteiras para graduação, diz Margarida Salomão

7 min read
0

foragolpistas

A deputada Margarida Salomão (PT-MG), ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), afirmou nesta segunda-feira (25) que foi “um gesto de irresponsabilidade” do governo interino de Michel Temer suspender o programa Ciência Sem Fronteiras, que concedia bolsas acadêmicas para estudantes brasileiros de graduação. “Esse é um programa bem-sucedido e de grande impacto na formação universitária, não há justificativa para a sua extinção, a não ser um capricho desse governo golpista”, lamenta a deputada.

A suspensão, anunciada no último sábado (23), acaba com o intercâmbio de universitários brasileiros, de cursos de áreas técnicas, em instituições de ensino de 54 países.

Há cerca de um mês, estudantes brasileiros que foram para o exterior com bolsas do Ciências Sem Fronteiras já relatavam dificuldades em renovar o benefício desde que o ilegítimo Michel Temer chegou à Presidência da República via golpe parlamentar.

E, agora, o ministro golpista da Educação, Mendonça Filho (DEM), anuncia a suspensão do programa, que foi lançado pela presidenta eleita, Dilma Rousseff, como um dos avanços brasileiros no campo da Educação.

A suspensão do programa para troca de experiências, estímulo à inovação e fortalecimento da ciência, na avaliação da deputada Margarida, vai interromper uma política de Estado com potencial para colocar o Brasil na rota do desenvolvimento pela via do conhecimento. “Isso é deplorável e nós vamos debater e combater essa decisão em vários fóruns, inclusive no Congresso Nacional”, enfatizou.

Reformulação – A deputada Margarida Salomão rebateu também o argumento do ministro Mendonça Filho de que a ideia é reformular o programa e conceder bolsas no exterior para alunos de baixa renda do ensino médio que estudem em instituições públicas. “Eu, com a minha experiência em reitoria, não consigo ver qualquer vantagem ou benefício na troca da bolsa do aluno universitário, que está em fase de formação acadêmica científica e que vai ao exterior em busca de experiência no seu campo profissional, pela bolsa para o aluno do ensino médio que irá ao exterior apenas para aprender um idioma”.

O Ciência Sem Fronteiras foi criado em 2011 pela presidente Dilma Rousseff. Com a priorização das áreas de ciências, tecnologias, engenharia e matemática, a primeira fase do Ciência Sem Fronteiras enviou 73,3 mil universitários brasileiros para o exterior. Eles participaram de 2.912 universidades de 54 países, sendo 182 das 200 melhores universidades do mundo.

Dos bolsistas no exterior, que fazem parte do Ciência Sem Fronteiras, 40% fizeram estágios em laboratórios universitários, governamentais e industrias.

O programa também impulsionou a formação de mestres e doutores no Brasil. Dos quase 13 mil participantes do Ciência Sem Fronteiras que já concluíram os cursos de graduação no Brasil após retornarem do exterior, mais de 20% ingressaram em cursos de mestrado e doutorado no país. Esse percentual representa um número muito maior em relação aos menos de 5% dos graduados ingressantes em pós-graduação.

Do total que participou do Ciência Sem Fronteiras, 26,4% são negros; 25% são jovens de famílias com renda até três salários mínimos; e mais da metade são de famílias com renda de até seis salários mínimos.

PT na Câmara, com agências

Carregar mais notícias
Comments are closed.

Vejam também

Comissão debate causas de derramamento do óleo no Nordeste; CPI deve ser instalada, diz João Daniel

A comissão externa do Derramamento do Óleo no Nordeste debateu nesta quinta-feira (21), os…