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Alckmin perdoa dívida da Alstom, empresa envolvida no trensalão

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geraldo acamarada

A camaradagem do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) com a multinacional Alstom, responsável pelas obras de manutenção do Metrô de São Paulo e empresa envolvida no esquema do cartel de trens em SP, o trensalão tucano, não tem limites.

O tucano fez um acordo pelo qual perdoa uma dívida de R$ 116 milhões da empresa francesa e prorroga em dez anos o prazo para entrega de um sistema digital que serve para diminuir o intervalo entre os trens, e assim, reduzir a superlotação de passageiros.

As informações foram divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo, neste domingo (24). Segundo o jornal, a medida foi acertada entre as partes em janeiro deste ano, período em que o Metrô passava por uma grave crise financeira. Os prejuízos para os cofres estaduais já chegam a mais de R$ 300 milhões.

O Controle de Trens Baseado em Comunicação (CTBC), como é conhecido o sistema, foi contratado em 2008, na gestão de José Serra, a um custo inicial de 780 milhões, para melhorar a eficiência das linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha. Pelo acordo original, a Alstom tinha até 2011 para entregar o produto, mas atualmente o serviço só está em funcionamento na linha verde.

A reportagem lembra que “as relações da Alstom com tucanos são investigadas desde 2008, quando surgiram indícios de que a multinacional francesa teria pago propina entre 1998 e 2003 para fechar contrato com estatais de energia, no governo de Mário Covas” e que “oito anos depois, o processo ainda não foi julgado”.

Multas e arbitragem – Desde 2012 o Metrô vinha aplicando multas de R$ 78 milhões a Alstom pelo atraso no cumprimento do contrato. Segundo a multinacional, o Metrô não fez as obras físicas necessárias à implantação do sistema nas outras linhas. A empresa francesa alegou também que o produto exigido pelo Metrô era muito mais sofisticado do que o contratado inicialmente.

O conflito foi parar em uma corte internacional de arbitragem e, apesar do perdão da dívida e dos evidentes prejuízos para os usuários das linhas que ficaram sem o serviço, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos divulgou nota em que afirma que a decisão foi benéfica para a companhia.

Da Redação da Agência PT de Notícias

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