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Processo que afastou Dilma foi fruto de conluio eivado de irregularidades, denuncia Luiz Couto

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O deputado Luiz Couto (PT-PB) ocupou a Tribuna nesta quinta-feira (7) para revelar, de acordo com ele, as três forças primordiais que desmistificam o processo de impeachment que afastou a presidenta Dilma. “Em primeiro lugar, apresento o processo que foi colocado pelo Eduardo Cunha, que chantageou políticos para que o acompanhassem na tarefa de derrubar a nossa presidenta. Depois, houve as irregularidades do dia da votação. E, por último, apresento o conluio entre setores políticos e empresariais investigados pela Operação Lava Jato para que, através da derrubada da presidenta, pudessem parar as investigações”, explicou. 

De acordo com Luiz Couto, quem presidiu o processo na Câmara dos Deputados era absolutamente suspeito para tal condução, pois se beneficiaria enormemente com o afastamento da presidenta. “Eduardo Cunha, que estava afastado e hoje renunciou à presidência da Câmara, chantageou políticos para que o acompanhassem na tarefa de derrubar a chefe do Executivo, coagindo ainda pessoas que poderiam ter influência sobre os deputados, como testemunhas de outros processos e empresários, a fim de que operações da Polícia Federal e o processo contra ele mesmo no Conselho de Ética pudessem ser barrados”, disse o petista.

O parlamentar citou uma das irregularidades ocorridas no dia 17 de abril, durante a votação do processo que pedia abertura do impeachment. “Houve o encaminhamento das bancadas, o que contraria frontalmente a Lei que regula o processo de impeachment. PSDB, PP, PSD e DEM, no entanto, assim procederam. Mesmo os adeptos de um formalismo não poderiam deixar de assinalar a ilegalidade do procedimento ante a disposição legal da Lei 1079/1950 que diz que encerrada a discussão do parecer, será o mesmo submetido à votação nominal, não sendo permitidas, então, questões de ordem, nem encaminhamento de votação”, ressaltou.

Conluio – O deputado Luiz Couto citou ainda outro aspecto sobre o processo de impeachment. “Está cada vez mais demonstrado um conluio entre setores políticos e empresariais investigados pela Operação Lava Jato para que, através da derrubada da Presidenta, pudessem as investigações pararem, como comprova o áudio da conversa entre o Senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-Ministro interino da administração de Michel Temer (PMDB-SP), e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, bem como os áudios dos diálogos entre Sérgio Machado e Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-AC), todas já homologadas pelo Ministro Teori Zavascki”, disse.

Dezesseis investigados na Lava Jato, acrescentou o petista, votaram pela admissão do processo de Impeachment; apenas quatro foram contra. “Ao todo, 62 deputados receberam doações diretas de empresas investigadas na Lava Jato, sendo que 46 votaram a favor da admissão do processo contra Dilma Rousseff. Cunha, novamente, insere-se nesse contexto”, enfatizou.

Portando, disse ainda o deputado Luiz Couto, “este processo é eivado de irregularidades e formado por uma articulação criminosa que visou fraudar a dinâmica democrática através de argumentos porosos, criando para tal um processo aparentemente legal em que chantagens dão a tônica, e é fator que anula, do ponto vista jurídico, qualquer julgamento. A continuação deste processo de impeachment é considerado por muitos uma anomalia jurídica e política”, finalizou o parlamentar do PT.

Gizele Benitz
Foto: Divulgação

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