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Luiz Couto denuncia “genocídio” contra população indígena por ganância

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O deputado Luiz Couto (PT-PB) repudiou, em plenário, a ação paramilitar realizada por fazendeiros contra famílias dos povos Guarani-Kaiowá, do tekohá Tey Jusu, na região de Caarapó, em que resultou no assassinato brutal do jovem Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos. “É lamentável nos depararmos com certas situações, como estas. São fazendeiros, grandes empresários e também militares que mandam e matam índios há anos. Lembro-vos que em 2012, um grupo de indigenistas da tribo Guarani Kaiowás declarou em frente ao Congresso Nacional a seguinte frase: Decretem nossa extinção e nos enterrem aqui”.

Para o deputado Luiz Couto, esta declaração de morte marcou o país, na época, pois a proporção de latifundiários, fazendeiros e grandes empresários que defendem seus próprios interesses, atropelando os direitos à terra dos índios, quilombolas e povos tradicionais, encontram-se em grande número, nesta atual conjuntura legislativa do Congresso Nacional.

“Isto, tem demonstrado, durante anos, a incompetência do estado brasileiro para cumprir a constituição de 1988 e mostrar que somos todos cúmplices de genocídio – uma parte de nós por ação, outra por omissão”, disse. “A última ação no Mato Groso Do Sul que teve vítimas feridas a bala e uma morte, foi o estopim da guerra entre fazendeiros e índios”, alertou.

“Este ataque é uma escalada de tentativas de poderosos do agronegócio local, fortemente ligados ao governo golpista e ilegítimo de Michel Temer, para expulsar ilegalmente os guaranis de sua terra ancestral e intimidá-los com violência genocida e racismo”, afirmou.

“O episódio no Mato Grosso do Sul não pode ser mais uma morte ou mais um ataque, não podemos tratar este conflito como comum, foi um ataque armado que constituiu reação violenta e desproporcional contra os índios. Foi um genocídio e uma das formas de ataques terroristas, não por religião, mais por ganâncias e ambições pelas terras que tradicionalmente são dos índios”, disse.

Segundo o deputado, o maior crime cometido contra os direitos humanos dos índios foi a aprovação, pela bancada ruralista, na comissão especial, da PEC 215, que trata as terras tradicionais como propriedades rurais. Esta proposta transfere da União para o Congresso a competência pelas demarcações. Isso para não falar na própria CPI da Funai e do Incra, outra pauta apoiada pelos ruralistas.

“Isto é um ataque marcado. É um ataque que todos nós defensores dos direitos humanos não devemos tolerar. O sangue inocente dos índios clama por justiça em todo território nacional”, concluiu.

 PT na Câmara

Foto: Gustavo Bezerra
Mais fotos: www.flickr.com/photos/ptnacamara

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