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Padre João quer audiência com ministro interino da Justiça para cobrar providências sobre massacre de índios no MS

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massacre guarani

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Padre João (PT-MG), solicitou uma audiência junto ao ministro interino da Justiça, Alexandre Moraes, para saber quais providências serão adotadas pelo governo golpista de Michel Temer para evitar um novo massacre de índios da etnia Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul (MS). Na semana passada, Padre João, o vice-presidente da CDHM, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), e o deputado Zeca do PT (MS), participaram do funeral do agente de saúde indígena, Clodione Rodrigues Souza, 20 anos, assassinado a bala por fazendeiros e pistoleiros da região.

Os parlamentares também visitaram o hospital onde seguiam internados outros cinco feridos no ataque (inclusive uma criança atingida na barriga). No local, os parlamentares foram informados de que dezenas de caminhonetes com homens armados chegaram atirando no acampamento indígena.

“Já solicitamos uma audiência junto ao ministro da Justiça, Alexandre Moraes, para esta terça-feira (21), mas ainda não obtivemos resposta. Queremos levar ao ministro a nossa preocupação com a possibilidade de ocorrer um novo ataque, uma vez que os fazendeiros da região continuam a ameaçar os índios da localidade, e também cobrar do governo interino medidas efetivas para evitar que ocorra outro massacre”, afirmou Padre João.

Segundo o deputado, apesar do ataque, o povo Guarani Kaiowá já avisou que não pretende recuar na ocupação da terra sob a responsabilidade da União, porque se trata de área tradicional indígena. O presidente da CDHM disse ainda que já encaminhou ao ministério da Justiça uma lista com uma série de nomes de índios, e de lideranças indígenas, para serem colocados no programa federal de proteção a testemunhas.

Retomada- Os conflitos ocorreram na aldeia Ivu/Amambaipeguá, a 20 km da cidade de Caarapó, onde índios procedem ao que chamam de retomada, processo em que ocupam terras habitadas por suas etnias no passado.

O território em disputa foi ocupado pelos Guarani e Kaiowá, mas entregues pelo poder público a fazendeiros de fora da região décadas atrás. Hoje, o local encontra-se em processo de demarcação e foi declarado como terra tradicional indígena pelo Governo Federal no início deste ano.

Héber Carvalho

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