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Fontana critica política de “congelamento de gastos” de Governo provisório

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Fontana GustavoB

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) criticou, em plenário, o congelamento de gastos públicos, uma das propostas de política econômica do ministro provisório da Fazenda, Henrique Meirelles. “Ele (ministro) diz que o gasto público, que é melhor chamar de investimento público, deve crescer apenas de acordo com a inflação. Isso equivale a dizer que nenhuma nova universidade poderá ser aberta, que nenhum novo hospital poderá ser construído”, explicou.

Na avaliação do deputado Fontana, com essa política de só permitir a evolução do gasto, de acordo com a inflação, os recursos serão suficiente apenas para repor o salário de quem já está trabalhando no hospital que já existe. “Eu não posso abrir um novo hospital, não posso abrir uma nova escola, uma nova universidade. Eu não posso montar um programa, por exemplo, como o Mais Médicos, que trouxe mais de 13 mil médicos para atender rincões esquecidos do nosso País que não tinham atenção médica”, lamentou.

Henrique Fontana enfatizou que é a favor da racionalização, do cuidado com o gasto público para que ele seja eficiente. “Claro que sou a favor da eficiência, do combate à corrupção. Mas, agora, congelar investimentos públicos no nível proposto por esse governo golpista não dá porque vai atingir, principalmente, a população mais pobre”. O deputado do PT gaúcho alertou ainda que esse corte proposto vai atingir programas sociais vitais para garantir uma condição de vida melhor, de oportunidade para essa camada da população que enfrenta situações de exclusão mais intensas.

Educação – Henrique Fontana aproveitou para lembrar o salto que a educação teve nos governos Lula e Dilma. “Sabem quantos alunos estavam nas universidades brasileiras quando o presidente Lula assumiu a Presidência da República? Dois milhões de alunos. Sabem quantos têm hoje? Oito milhões de alunos. Para isso foi preciso expandir os gastos públicos, ampliar as vagas para que esses jovens pudessem ter acesso a uma universidade. Essa proposta do ministro Meirelles é uma proposta para bloquear investimentos em educação, em saúde, em áreas vitais para a vida de todos nós” reforçou.

O deputado encerrou ironizando que não sabe se dará tempo da Câmara dos Deputados discutir e apreciar a política econômica de Meirelles. “Não sei se terá tempo, porque meu sentimento é o de que a interinidade do presidente ilegítimo Michel Temer será bastante curta”.

Vânia Rodrigues

Foto: Gustavo Bezerra
Mais fotos: www.flickr.com/photos/ptnacamara

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