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Zé Geraldo condena desdobramentos do golpe e vê parcialidade do Supremo

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O deputado Zé Geraldo (PT-PA) ocupou a Tribuna na quarta-feira (25), em nome da Liderança do PT, para uma reflexão sobre a conjuntura político-econômica do Brasil após o golpe contra a presidenta eleita pelo voto popular, Dilma Rousseff e a instalação do governo interino e ilegítimo de Michel Temer. Ele reafirmou que a revelação das conversas gravadas entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR), ministro afastado do Planejamento do governo provisório e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado confirmam o esquema criminoso engendrado para afastar a presidenta Dilma.

“Para quem, neste País, não acreditava naquilo que falamos sobre o golpe que estava em curso para a retirada da presidenta Dilma, a gravação provou. Foi tão sério que Romero Jucá, ministro mais forte do presidente interino Temer, o articulador, não suportou e caiu”.

Para o deputado Zé Geraldo, a postura do Supremo Tribunal Federal (STF) deixa claro sua parcialidade. “Se tivéssemos no Brasil um Supremo Tribunal Federal confiável, com certeza, pediria, ou irá pedir, a prisão do senador Romero Jucá, como pediu a prisão do então senador Delcídio do Amaral, que é fichinha diante daquilo que o Romero Jucá disse do STF. A maioria do STF foi a favor, e é a favor, da retirada da presidenta Dilma. Ninguém contribuiu mais até agora com o golpe no Brasil do que o STF”, explicou.

O parlamentar petista afirmou que o STF tem “dois pesos e duas medidas” para suas ações. “O STF interviu no Senado, mandando prender o ex-senador Delcídio Amaral. Por que ele fez aquilo? Porque havia o interesse de obter uma delação premiada do Delcídio Amaral. O Supremo interviu no Poder Executivo. Não deixou a presidenta Dilma nomear Lula como ministro, que não era réu, e era prerrogativa da presidenta nomeá-lo. Mas quando chegou a hora de intervir na Câmara dos Deputados ah não… um Poder não pode intervir em outro Poder, não sei o que…. E o Presidente Eduardo Cunha já era réu. E o Procurador-Geral da República já tinha pedido o afastamento de Cunha, mas não podia afastá-lo ainda, porque ele (Eduardo Cunha) era a engrenagem principal para conduzir o golpe, além das externas como a Rede Globo e a Fiesp”.

E qual foi a postura do STF?, questionou o deputado Zé Geraldo. “Só depois que estava sacramentado o golpe, o Supremo pediu o afastamento de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara. Cunha, que recebeu a maior propina da Lava-Jato no Brasil, conduziu o processo de impeachment de uma presidenta honesta, que não cometeu nenhum crime”, ressaltou.

Desmonte – O deputado Zé Geraldo alertou ainda para o desmonte que o governo ilegítimo de Michel Temer começa a orquestrar. “Quando o Presidente Lula assumiu, em 2004, só havia pouco mais de 30 bilhões de dólares de reserva. Hoje os golpistas estão sentando na cadeira de Presidente da República, que assaltaram, com mais de 300 bilhões de dólares. O Brasil, depois dos governos Lula e Dilma, pagou o FMI; investiu em todas as áreas — dez vezes mais do que Sarney, Collor, Itamar e Fernando Henrique —; pagou a dívida e, ainda hoje, tem em torno de 340 bilhões de dólares. Esses golpistas sempre governaram para a minoria! Eles nunca se importaram com a maioria do povo brasileiro. Eles não têm piedade da classe trabalhadora e já tramam uma reforma da Previdência para tirar direitos conquistados com muita luta. Houve um golpe à democracia no nosso país e por isso dizemos Fora Temer!”, finalizou o petista.

Gizele Benitz

Foto: Gustavo Bezerra
Mais fotos: www.flickr.com/photos/ptnacamara

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