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Defensores de Eduardo Cunha somem da Câmara depois de afastamento do “chefe”

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Por onde andam os defensores do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ)? Esta foi a pergunta que rondou os quatros cantos das dependências da Câmara, nesta quinta-feira (5). Os deputados da bancada do PT, Vicentinho (SP), Assis Carvalho (PI) e Ságuas Moraes (MT) observaram que o lado direito do plenário da Câmara, onde a maioria dos apoiadores de Cunha se alojam, se manteve vazio desde a decisão – liminar – do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki de afastar o peemedebista do mandato de deputado e, consequentemente, da presidência da Casa.

“O plenário está vazio. Os golpistas sempre ficam do lado direito. Cadê eles? Espero que, embora, tardiamente, a decisão de afastamento se consolide no colegiado do Supremo”, afirmou Vicentinho, que chamou atenção para o fato de que Cunha ainda não foi cassado e nem preso. “Ele continua altamente perigoso para a ética democrática do País. Vamos manter a chama acesa contra o golpe”.

“O ministro Teori Zavascki resolve afastar Eduardo Cunha que presidia esta Casa. Para a nossa surpresa, todos os golpistas que estavam ali, em torno dele, esvaziaram o parlamento, talvez levando solidariedade ao chefe maior”, ironizou Assis Carvalho.

Ainda, observou o deputado piauiense, não basta só o afastamento do deputado Eduardo Cunha da Presidência da Câmara. Para ele, é preciso que o Conselho de Ética da Casa se manifeste. “Será uma vergonha muito grande se o Conselho de Ética se mantiver omisso. Infelizmente esse colegiado estava sendo instrumentalizado por Eduardo Cunha”, lembrou Assis.

O deputado Ságuas Moraes reiterou que, após a liminar do ministro Teori e, no momento de julgamento pelo pleno do STF, não se encontra mais um defensor de Cunha nesta Casa. “Seus apoiadores devem estar consolando o Eduardo Cunha porque o STF, neste momento, deverá manter essa liminar do Teori Zavascki”, sentenciou Ságuas.

O petista ainda argumentou que Eduardo Cunha deveria ter sido afastado desde dezembro do ano passado, período em que mentiu no Conselho de Ética dizendo que não possuía contas bancárias no exterior.  “De lá pra cá, ele fez muito estrago na Casa. Ele conduziu o golpe contra a presidenta Dilma – uma presidenta honrada”, frisou Ságuas.

Benildes Rodrigues
Foto: Agência Câmara

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