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Bancada do PT manifesta-se unanimemente contra golpe e defende reflexão sobre investida antidemocrática

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Parlamentares da Bancada do PT ocuparam a Tribuna nesta semana para manifestar repúdio à tentativa de golpe em curso no país e defender a luta em defesa da democracia no Brasil. Os parlamentares reiteraram que o processo de impeachment contra a presidenta Dilma se configura numa tentativa de golpe à Constituição porque não há crime de responsabilidade contra a presidenta da República.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que a defesa da presidenta Dilma feita pelo ministro José Eduardo Cardozo, da AGU deixa “absolutamente nítido” de que não existe crime de responsabilidade. “Portanto, nós estamos vivenciando, neste momento, um ataque à democracia, àquilo que foi conquistado com muita dor pelo povo brasileiro e deixou marcas não apenas nas pessoas que enfrentaram as salas escuras de tortura, como Dilma Rousseff, mas também na alma e na pele deste País. Para além disso, é muito interessante valer-se da velha condição utilizada em tantos momentos de exceção por meio da qual as vítimas são transformadas em algozes”, disse.

Na avaliação do deputado Caetano (PT-BA) há um “discurso de demagogia barata” de alguns parlamentares que defendem o impeachment na tentativa de enganar o povo brasileiro. “E, como o PSDB e o DEM, nesta Casa, sentiram que o povo brasileiro se levantou contra o golpe, eles ficam choramingando. O povo brasileiro não vai se deixar iludir, nem os deputados— mesmo os indecisos. Há tempo para refletir, para observar, para ver que não se pode viajar nesta ideia maluca deste golpe contra a democracia brasileira, para tirar um Presidente da República de qualquer jeito, de qualquer forma.

Nós não aceitamos o golpe! O povo brasileiro não aceita o golpe! Vamos lutar, até o fim, pela vitória do Brasil e da Pátria brasileira”, destacou.

Já o deputado João Daniel (PT-SE) registrou o apoio dos advogados sergipanos ao movimento pela democracia e contra a tentativa de golpe. “Um grupo grande de advogados sergipanos levou uma carta para assinatura do governador Jackson Barreto e o governador endossou a carta e disse que o PMDB de Ulisses Guimarães é pela democracia e não ao golpe. A favor da democracia e da luta para que o governo da presidenta Dilma continue firme e sério, afinal não cometeu nenhum crime; e qualquer tentativa de impeachment neste momento é um golpe contra a democracia”, relatou.

Para o deputado Jorge Solla (PT-BA) a população brasileira deve estar atenta com as posições de setores conservadores que tentam derrubar o governo Dilma, eleito por maioria nas urnas. “O impeachment é uma penalidade contra alguém que cometeu um crime. Ocorre que a presidenta Dilma não cometeu crime algum. Mas, a oposição conservadora está tentando, desde o ano passado, justificar esse impeachment, mas não acharam nenhum crime”, disse. No entanto, acrescentou, “quem tem conta na Suíça é Eduardo Cunha que vocês que querem o impeachment elegeram e estão mantendo na Presidência desta Casa. Quem tem apartamento no metro quadrado mais caro do mundo, em Paris, é Fernando Henrique Cardoso, que vocês elegeram, e foi o governo mais corrupto da história deste País, responsável por entregar as grandes empresas públicas na privataria tucana, famosa até hoje. Então, nós não vamos permitir golpe. E é golpe, sim, porque não tem crime”, ressaltou Solla

As manifestações conservadoras e desrespeitosas de parlamentares que defendem o impeachment é, na opinião do deputado Waldenor Pereira (PT-BA), “uma tentativa desesperada de forças reacionárias que insistem na ideia de um golpe à democracia”. Waldenor Pereira lembra que o processo de impeachment foi acolhido na Câmara pelo presidente Eduardo Cunha, “que é réu no Supremo Tribunal Federal, que foi indiciado pelo Ministério Público Federal por dezenas de acusações de lavagem de dinheiro, de formação de quadrilha e de manutenção de contas ocultas no exterior”.

A defesa da presidente Dilma na comissão do impeachment feita pelo ministro José Eduardo Cardozo, da AGU, foi classificada pelo deputado Givaldo Vieira (PT-ES) “como uma brilhante e histórica aula de Direito Constitucional”. E o ministro José Eduardo Cardozo, disse o parlamentar, “colocou por terra, jogou uma pá de cal, sepultou, todas as acusações postas nessa farsa que é o processo de impeachment. Há um sentimento de desespero da oposição após essa defesa tão contundente e tão demolidora”, disse.

O deputado Assis Carvalho (PT-PI) afirmou que “aqueles que fizeram um compromisso na Avenida Paulista para derrubar a presidenta Dilma, contra quem não há nenhum crime de responsabilidade, se revezam, um atrás do outro, numa repetição de mentiras sob o comando do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que tem atuado como juiz parcial”.

“Mas, a equipe do Cunha, conhecido como Cunhão, não vai mandar porque a equipe do Cunhão vai ter que engolir a voz das ruas, voz do povo beneficiado com casa, com irrigação. E é por isso que não tem Cunhão poderoso, de dinheiro na Suíça, não tem cinismo daqueles que financiaram amante no exterior, não tem lista de Panamá, desses que roubaram o dinheiro público, que vá silenciar a voz da sociedade”, enfatizou Assis Carvalho.

Também o deputado Paulão (PT-AL) elogiou a defesa da presidenta Dilma feita pelo ministro José Eduardo Cardozo. “A fala dele teve uma maestria não só no campo jurídico e político, mas também didático, até como professor que é de Direito Administrativo, demonstrando para a sociedade brasileira que o processo nesta Casa é um processo de ordem totalmente política”. E tenho certeza, acrescentou, que teremos maioria para barrar esse processo, que não é um processo de impeachment, é golpe porque não tem previsão legal”, explicou.

O deputado Vicentinho (PT-SP) criticou o apoio e o financiamento pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) do golpe à democracia em curso no país. “O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, de representatividade questionável, já que muitos empresários nem sequer o reconhecem como tal, adota uma postura que é muito típica da fundação, desde os anos 80”. A Fiesp, reiterou Vicentinho, “já quis prender o Lula na década de 80, nas nossas greves, quando nós adquirimos postura solidária, de greve, de movimentação. Então, há, de fato, um conluio muito grande”.

Vicentinho conclamou os trabalhadores para estarem atentos à tentativa de golpe. “Meus amigos trabalhadores, não se deixem iludir. Veja quem está programando esse golpe contra uma Presidente eleita de acordo com os critérios da lei, por mais de 54 milhões de votos”.

E o deputado Marcon (PT-RS) reafirmou que o processo de impeachment é antidemocrático. “Não há nenhum crime de responsabilidade da Presidenta Dilma. Isso é golpe! Se querem disputar, vamos para as urnas!

Gizele Benitz

Fotos: Gustavo Bezerra

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