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Florence rechaça inclusão de delação em impeachment e condena o ‘quanto pior, melhor’

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afonso florence 22 02 16

O líder do PT na Câmara dos Deputados, deputado Afonso Florence (PT-BA), rechaçou hoje (21) a tentativa da oposição golpista de utilização da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) como apensamento do pedido de impeachment em tramitação na Casa. O líder observou que a oposição faz uma jogada oportunista para tentar reforçar um pedido de impeachment que não tem nenhuma base legal- os decretos de gestão orçamentária assinados pela presidenta Dilma.

Ele enfatizou que delação não significa a condenação de ninguém, pois é preciso haver investigação e coleta de provas. “O uso de delação no pedido de impeachment é apenas mais uma operação golpista da oposição, que quer retirar do cargo uma presidenta eleita por 54 milhões de brasileiros sem que nada haja contra ela”.

Florence observou que a delação de Delcídio envolve também nomes como o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), este último que já tinha sido denunciado em outras quatro delações premiadas no âmbito da Operação Lava-Jato. Ele estranhou que a oposição golpista capitaneada pelo PSDB e DEM insista em ignorar as denúncias contra Aécio e Temer .

Se a comissão do impeachment acatar o apensamento, haverá apelação ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O apensamento é improcedente. Delação é objeto de abertura de investigação. Havendo necessidade, vamos ao Supremo”, disse Florence, sempre criticando o golpismo da oposição.

Sensatez– Florence criticou o “ambiente de polarização” que “a oposição está criando” no País, para criar um clima de “quanto pior, melhor”. Na opinião do líder do PT, é hora da sensatez prevalecer. “Não devemos apostar na polarização do país, jogar gasolina na fogueira, como tem feito a oposição”.

Segundo ele, além da oposição, há setores do Estado querendo incendiar o País e criar um Estado de exceção. Lembrou que promotores agem em busca de publicidade , ao arrepio da lei, bem como o juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba, que decretou condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor a respeito de um tema sobre o qual já tinha deposto três vezes.

O líder também criticou o ministro Gilmar Mendes, do STF, por ter aprovado ação do PPS que suspende a posse de Lula como ministro-chefe da Casa Civil. O líder do PT lembrou que Gilmar Mendes tomou a decisão dois dias depois de ter-se reunido em Brasília com representantes da oposição, o senador José Serra (PSDB-SP) e o financista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no Governo FHC/PSDB (1995-2002) .

Segundo ele, o PSDB o DEM e outros partidos golpistas têm que aprender a acatar o resultados das urnas. “Se quiserem, que ganhem as eleições no voto, não vão ganhar no grito, no golpe”. Florence afirmou ainda não haver motivos jurídicos para afastar Dilma por crime de responsabilidade e, portanto, o voto popular deve ser respeitado.

Equipe PT na Câmara

Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara
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