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Denúncias contra Aécio “eram segredo de polichinelo em MG”, afirma deputado citando blindagem da mídia e do Judiciário

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RogerioCorreia

As denúncias apresentadas na delação premiada do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) confirmaram as acusações feitas pelo deputado estadual Rogério Correia (PT-MG), há anos, sobre o mensalão tucano e as propinas que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebia de Furnas. Em entrevista à repórter Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, Correia fala sobre o sistema de corrupção que envolve Aécio e políticos tucanos que, segundo ele, ocorreu durante os anos de 2003 e 2005.

O parlamentar também afirma que o senador tucano foi blindado pela mídia tradicional e o Judiciário. “Alguma coisa vai aparecer que vai revelar porque ele tem essa blindagem”, disse Correia . “Confirmou-se novamente o que já sabíamos, mas em Minas Gerais era segredo de polichinelo. Essa ligação de Aécio com o ex-presidente de Furnas Dimas Toledo era muito profunda, já que a campanha de 2002 dele foi financiada por Furnas”, disse.

“Eu fico impressionado pela blindagem que o senador Aécio Neves tem. Como ele consegue tamanha blindagem? Ele passou pelo Ministério Público de Minas sem ser investigado, o mesmo aconteceu no Ministério Público Federal, isso porque a Polícia Federal comprovou a lista de Furnas. É impressionante, sem falar da blindagem da imprensa”, afirmou.

Sobre os indícios que mostram a comprovação do caso de Furnas, o deputado  citou, como evidências, primeiro a denúncia do Nilton Monteiro, através da lista apresentada. “Depois, houve a comprovação da doutora Andrea Bayão sobre as propinas. Veio o Alberto Youssef e o Fernando Baiano denunciando isso. Agora, surge o Delcídio. Por isso dizem que todo mundo tenta, mas só o Aécio é penta. Toda a grande imprensa estava sabendo disso, mas não queria dar a notícia”.

Com relação a Aécio ter uma fundação em um paraíso fiscal, lembrou que isso já foi revelado no blog do Luis Nassif. “Ele já insistia nisso há muito tempo, porque já havia um procedimento na Procuradoria-Geral da República sobre essa fundação, mas estava para ser arquivado pelo Rodrigo Janot. Agora, o Janot não pode negar mais essa parte”, considerou.

“Pode anotar, uma questão que vai estourar é o chamado ‘mensalão tucano’, que nasceu em 1998, que depois virou o mensalão do PT em 2005. Tem uma parte que foi apagada da história, que é o que ocorreu com o Marcos Valério entre 2003 e 2005, em Minas Gerais, quando o governador era o Aécio Neves. Essa parte do Marcos Valério, quando sua empresa de publicidade, a SMP&B, voltou ao governo de Minas, foi apagada da CPI dos Correios. É isso o que o Delcídio fala agora. Eu tenho tudo o que ocorreu nesse período e vou passar para a investigação”, afirmou Correia .

Em 1998, o Marcos Valério patrocinou a campanha de Eduardo Azeredo (PSDB), e o Azeredo perdeu a eleição para o Itamar Franco. Quando o Itamar entrou em 1999, mandou embora o Marcos Valério, que foi trabalhar no governo do Fernando Henrique Cardoso com o ex-ministro Pimenta da Veiga. Em 2003, quando o Aécio ganhou a eleição de Minas Gerais, o Valério voltou a operar no governo mineiro e continuou operando no governo federal, mas no mandato de Lula.

“Então, o mensalão dos tucanos foi escondido pelo Aécio. É isso o que o Delcídio diz que não apareceu na Comissão Parlamentar Mista (CPMI). Apagaram o mensalão do Aécio de 2003 a 2005”, afirmou Correia .

Disse ainda o deputado que entre 2003 a 2005 houve muita queima de documento. “Se você olhar para trás, foi descoberto que a Polícia Civil queimava documentos, que eram referentes ao Banco Real e o mensalão tucano”, denunciou.

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2016/03/aecio-tambem-escondeu-arquivos-sobre-o-mensalao-tucano-afirma-parlamentar-6993.html.

Rede Brasil Atual com PT na Câmara

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