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Contra o golpe: Bancada do PT irá em peso às ruas para defender Dilma e democracia

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A Bancada do PT na Câmara vai engrossar as manifestações programadas para esta quarta-feira (15) a favor da presidenta Dilma Rousseff e da democracia brasileira e em repúdio ao golpismo liderado pelo PSDB e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As manifestações no “Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Democracia” vão ocorrer em 22 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal.  “É o momento de a população dar um basta à tentativa oportunista do PSDB de chegar ao poder, sem povo, sem voto e sem respeito à Constituição”, disse o líder do PT na Câmara, Sibá Machado (PT-AC).

As manifestações estão sendo articuladas pelas centrais sindicais CUT, CTB, Intersindical, com apoio de movimentos como MST, MTST, UNE e Conem, além das Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo sem Medo (FPsM).

 “Nossa bancada vai entrar em peso (na manifestação) e vai participar ativamente. Acreditamos que faremos um ato significativo aqui em Brasília também. Vamos pra rua, a bancada inteira, Câmara e Senado, e vamos acompanhar”, disse Sibá. A Bancada do PT discutiu o tema com a Executiva do partido e representantes de movimentos sociais na segunda-feira à noite, em Brasília.

Segundo Sibá, trata-se de um momento histórico que demanda ampla mobilização popular. “A população precisa defender, de forma pacifica, o mandato da presidenta Dilma e a manutenção das conquistas dos últimos anos”, disse o líder petista.

Cheiro de povo – O líder lembrou que os governo Lula e Dilma, nos últimos 13 anos, agiram em plena sintonia com os interesses nacionais e populares, com uma política de inclusão social e de combate às desigualdades regionais. “O que nos fizemos é o oposto do que os tucanos fizeram durante o governo FHC (1995-2002) e que defendem hoje: elitismo e neoliberalismo. São tão elitistas que fazem manifestações golpistas sem cheiro de povo”, comentou o líder.

As manifestações populares em defesa do Estado de Direito pedirão também a cassação de  Eduardo Cunha e serão realizadas no mesmo dia em que o  Supremo Tribunal Federal (STF) deverá tomar uma decisão a respeito do procedimento de impeachment aberto na Câmara dos Deputados por Eduardo Cunha, numa tabelinha com o PSDB e seus partidos satélites.

Em São Paulo, as manifestações estão previstas para ter início às 17h, com concentração em frente ao vão livre do Museu de Arte Moderna (Masp) e caminhada até a Praça da República. Em Brasília, terão início às 16h, com concentração no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha, no Eixo Monumental, a pouco mais de três quilômetros do Congresso Nacional. Estão agendados, ainda, atos nos estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Retrocesso – Segundo a CUT, o ato é um protesto contra o retrocesso representado pela aceitação do pedido de impedimento da presidenta Dilma Rousseff pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-SP), no último dia 2. Mas a entidade ressalta que quem responde a processo no STF por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro é o presidente da Câmara – e por isso o movimento também levanta a bandeira da imediata cassação de Cunha pelo Congresso Nacional.

Para a central, o encaminhamento favorável à abertura do processo foi uma “atitude vingativa” de Cunha, com apoio da oposição liderada pelo PSDB, que obteve apoio explícito do presidente da Câmara nas eleições em que Dilma derrotou Aécio Neves, no ano passado.

“Cunha tentou chantagear o governo e o PT. Não aceitaria o pedido de impeachment contra Dilma se os deputados do partido que fazem parte do Conselho de Ética não votassem pela aceitação do processo de cassação contra ele. Depois da resposta negativa (do PT), (Cunha) se vingou”, relata a nota.

Equipe PT na Câmara, com Agência PT

foto: Divulgação

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