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Eike Batista nega envolvimento em compra de ações de suas empresas pelo Postalis

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Em depoimento à CPI dos Fundos de Pensão na tarde desta terça-feira (17), o empresário Eike Batista disse que não teve envolvimento na decisão do fundo de pensão dos funcionários dos Correios, o Postalis, que investiu R$ 127,5 milhões na compra de ações de empresas do grupo EBX, de sua propriedade. Sob juramento, e na condição de testemunha, o empresário disse inclusive que desconhecia a operação.

“Não tenho conhecimento sobre esse investimento. Se houve, foi uma compra realizada diretamente na bolsa de valores. Inclusive, nunca procurei fundo de pensão para investir em projetos meus. Devem ter comprado ações das minhas empresas porque acreditavam que era um bom negócio. Mas isso tem que ser perguntado aos gestores dessa entidade”, destacou.

A compra de ações das empresas de Eike Batista gerou prejuízo milionário ao Postalis devido a dificuldades financeiras da OGX, empresa de exploração de Petróleo que iniciou a derrocada do restante das empresas do Grupo EBX.

Na avaliação do deputado Andrés Sanchez (PT-SP), a legislação brasileira tem que ser aprimorada para evitar esse tipo de prejuízo aos associados de fundos de pensão. “Essa CPI tem que propor uma lei proibindo que fundos de pensão invistam em ações da bolsa por conta do risco”, advertiu.

Na mesma linha, o empresário disse que para preservar os recursos dessas entidades, poderia ser liberada apenas a aquisição de ações que paguem dividendos, e que não dependam apenas do lucro obtido com as oscilações da bolsa.
Em resposta à pergunta da deputada Erika Kokay (PT-DF), o empresário também disse que não conhece nenhum dirigente de fundo de pensão.

“Não conheço, nunca tive contato, e não sei nem onde fica a sede dessas entidades. Nunca mantive ligação”, ressaltou Eike Batista.
Depoimento- Mais cedo o sócio-diretor da ASM Asset Management, Antônio Mello e Souza, reconheceu que administrou R$ 130 milhões em investimentos de alguns fundos de pensão, entre eles do Postalis, da Petros e da Funcef. Algumas operações realizadas pelo gestor dos recursos geraram prejuízo às entidades, que foi autuada e multada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

“Já entramos com recurso contestando essa autuação e acreditamos que ela será derrubada”, defendeu-se.

Héber Carvalho

Foto: Salu Parente

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