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Chico D’Angelo defende mais recursos para a saúde e lamenta “quanto pior, melhor”, da oposição

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O deputado Chico D’Angelo (PT-RJ) discursou nesta terça-feira (20) sobre a questão da saúde pública no Brasil e o cenário político atual . Sobre a saúde, citou os 27 anos da implantação do Sistema Único de Saúde — SUS, comemorados hoje . Ele destacou a importância de se equacionar o principal problema do SUS, que é a de seu financiamento, defendendo a volta da cobrança da CPMF para suprir esta demanda. Sobre a cena política, lamentou que a oposição, outrora enfática na defesa da organização financeira do País, passou a apoiar a “lógica do quanto pior, melhor”.

“ O SUS hoje, para quem não sabe, é responsável pelo maior sistema público de transplantes no mundo. Tem no seu sistema de vacinas a maior cobertura, comparada também com todos os outros países. O SUS tem hoje, com o Programa Saúde na Família, avanços concretos na prevenção do diabetes, hipertensão e em várias outras áreas. Mas esse sistema vem enfrentado grandes gargalos na questão da gestão; na questão da relação público-privada; e também problema no financiamento, que é, na verdade, o grande nó desde a sua origem”, disse . “Para se ter um sistema de saúde com essa leitura, a necessidade de recurso é muito grande. E cada vez mais com o avanço tecnológico da medicina sabemos que se precisa ter mais recursos”.

Na avaliação do parlamentar, atribuir o problema da saúde pública no País única e exclusivamente à questão da gestão é um grande equívoco. “Aliás, dos mais de 5,5 mil gestores destes municípios do Brasil e das secretarias de Estado, uma parcela considerável deles, são bons gestores e conhecem o sistema. A questão objetiva é a questão do financiamento”, enfatizou. “É muito importante que implantemos novamente a CPMF com uma lógica até mais qualificada: compartilhada com os municípios e com os estados, garantindo que esses recursos sejam distribuídos exclusivamente para a saúde desses entes federados”.

Crise – Na questão do ajuste fiscal, considerou Chico D’Angelo em seu discurso, a oposição, que sempre foi bastante enfática na defesa da organização financeira, passou a votar e a propor pautas que inviabilizariam o Brasil.” É a lógica do quanto pior, melhor, do Presidente Eduardo Cunha, de mãos dadas com o PSDB, com o DEM e com o PPS, durante esses dez meses na pauta única do golpe e do impeachment ”,criticou .

“É preciso que todos nós façamos o reconhecimento dos avanços que tiveram a política e o povo brasileiro nos 13 anos do Governo Lula e da Presidenta Dilma. Nós saímos do Mapa da Fome! Recentemente, fomos premiados por essa grande iniciativa política desses 13 anos de Governo. Os 10% mais ricos do País — hoje o Brasil ainda é um país muito desigual — detêm 54% da renda do País. Na verdade, a frase que precisamos todos aqui repetir é que a casa grande não quer distribuição de renda, quer manter a senzala”, concluiu.

PT na Câmara

Foto: Salu Parente

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