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Deputados condenam agressões e discurso de ódio da oposição

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Os deputados petistas Paulo Pimenta (RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, e Erika Kokay (DF), que também integra o colegiado, condenaram nesta segunda-feira (31) a atitude de militantes de grupos contrários ao governo federal e ao PT que estão agindo de forma violenta, tentando intimidar, criminalizar e achincalhar a honra das pessoas, estimulando o ódio e a intolerância.

No último domingo (31), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, foi atacado verbalmente. As agressões aconteceram na Avenida Paulista, em São Paulo, durante manifestação contra o governo.

A ação foi divulgada em vídeo por um dos organizadores da manifestação, Marcello Reis, fundador e proprietário do grupo autodenominado ‘Revoltados Online’. Nas imagens, enquanto o ministro (que mora na região) caminha com um amigo em direção a uma livraria, podem-se ouvir xingamentos proferidos por manifestantes que perseguem José Eduardo Cardoso.

Além da agressão a Cardoso, outras também já foram cometidas contra integrantes do governo Dilma. Recentemente o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, foi “expulso” de um bar em Brasília sob gritos de “fora Adams”.

Os ex-ministros petistas Guido Mantega (Fazenda) e Alexandre Padilha (Saúde) também já foram vítimas de ofensas e agressões verbais em locais públicos, na cidade de São Paulo.

“Temos que denunciar e combater esse tipo de perseguição fascista que tenta intimidar, criminalizar e achincalhar a honra das pessoas.

Mas isso não ocorre por acaso, é fruto de um discurso de ódio da oposição, e de setores da grande mídia, que transformaram a difamação em ferramenta de uso político”, acusou Paulo Pimenta.

Na mesma linha de raciocínio, a deputada Erika Kokay destaca que perseguições políticas e violências físicas sistemáticas praticadas contra opositores no regime fascista de Benito Mussolini, começaram da mesma forma que as intimidações praticadas atualmente no Brasil por grupos contrários ao governo federal e ao PT.

“Isso extrapola, e muito, a liberdade de expressão. Esse tipo de atitude exala ódio e intolerância. Esse é o ovo da serpente fascista que pode ameaçar a nossa democracia”, alertou a petista.

Histórico- O Partido Nacional Fascista ascendeu ao poder na Itália com Benito Mussolini (1922/1943) com apoio de conservadores e da alta burguesia, combatendo partidos de esquerda representados por socialistas e comunistas. Um dos principais métodos usados por partidários desse grupo foi a intimidação e a violência física.

Héber Carvalho

Foto: Gabriela Korossy/Agência Câmara

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