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Ações entreguistas – Sibá, defende pré-sal e critica “DNA entreguista” das elites

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SIBAM Salu
 
No jornal o Globo, em artigo, líder Sibá Machado rebate entreguismo do PSDB e defende regime de partilha no pré-sal. “A sede de entregar as riquezas nacionais está no DNA de certas elites brasileiras”. 
 
Leia o artigo:
 
Ações entreguistas
 
Mais uma vez, os interesses nacionais são ameaçados por entreguistas sintonizados com grupos estrangeiros. Com a ajuda de seus prepostos, petroleiras estrangeiras tentam pôr suas garras nas megajazidas do pré­sal. O PSDB, por intermédio do senador José Serra (SP) e do  Deputado Jutahy Magalhães (BA), quer trocar o regime de partilha pelo de concessão, adotado no governo FHC com o objetivo de atender aos interesses de petroleiras estrangeiras.
 
É o mesmo PSDB que ataca o BNDES por emprestar a empresas brasileiras que exportam serviços de engenharia e geram empregos e renda no Brasil. A sede de entregar as riquezas nacionais está no DNA de certas elites brasileiras. É muito o que está em jogo, e isso ajuda a entender a intensidade dos ataques do PSDB contra a Petrobras. 
 
As jazidas do pré­sal valem entre US$ 8,3 trilhões e US$ 20 trilhões. É uma riqueza que pertence ao povo brasileiro. Garantirá, nas próximas décadas, pelo menos R$ 1,3 trilhão para as áreas de educação e saúde.
 
Retirar a obrigatoriedade de participação da Petrobras em ao menos 30% nos consórcios de exploração do pré­sal é recuar no tempo e replicar a prática colonial de atender à metrópole em detrimento do país, como se o Brasil estivesse condenado a ser eternamente periférico, com o destino ditado pelas nações centrais.
 
Critica­se a Petrobras por recentes práticas de corrupção de alguns funcionários. Mas os que cometeram malfeitos serão punidos, e os recursos desviados, devolvidos. Uma nova governança da estatal está em pleno curso.
 
Duvidar que a estatal seja capaz de explorar o pré­sal no regime exclusivo é um erro grave da oposição. Com os investimentos já realizados e os que estão em curso, a Petrobras estará produzindo 5,2 milhões de barris em 2020, o que tornará o Brasil autossuficiente e um dos maiores exportadores mundiais de petróleo. 
 
O pré­sal, sob o regime de partilha, é o passaporte para o Brasil resolver suas históricas mazelas sociais. É uma oportunidade única que temos de impulsionar nosso desenvolvimento econômico e social. Mudar o sistema de partilha significa abrir mão de uma riqueza nacional para beneficiar empresas estrangeiras. A propriedade do petróleo é estratégica e sua produção deve ser compatível com o desenvolvimento da economia nacional e  submetida ao interesse social. Para evitar que interesses privados se imponham aos interesses da maioria da população brasileira, a Petrobras deve liderar a produção do pré­sal na condição de operadora única. A estatal é uma empresa símbolo da nacionalidade e de nossa capacidade de realização. 
 
Não pode ser objeto de ações eleitoreiras por parte da oposição, que, na falta de propostas concretas para o país, inventa, distorce e ataca a estatal. No sistema de partilha implementado pelos governos petistas priorizamos o interesse nacional e de todo o povo brasileiro, tendo por mote “O petróleo é nosso”.
 
Sibá Machado é líder do PT na Câmara
 
Publicado originalmente do jornal “O GLOBO” – Caderno Opinião – 13/7/2015
Foto: Salu Parente
 
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