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Luta continua: Mulheres querem aprovação de cotas de 30% nos parlamentos

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Em meio ao processo de votação da reforma política, as deputadas petistas Benedita da Silva (RJ) e Erika Kokay (DF) ocuparam a tribuna da Câmara nesta quarta-feira (27) para defender a ampliação da presença feminina nos parlamentos. Elas defenderam a aprovação da proposta apresentada pela deputada Moema Gramacho (PT-BA), que estipula a cota de 30% das vagas para as mulheres no parlamento a partir da próxima eleição. A proposta prevê ainda o aumento do índice em 5% a cada eleição, até que seja alcançada a paridade (50%) entre homens e mulheres.

Para Benedita da Silva, a reserva de vagas para as mulheres não é favor, mas sim o reconhecimento da importância feminina na sociedade brasileira. “Estamos nos esforçando para dar uma reforma política que possa aumentar a dimensão do papel da mulher, para que possamos aumentar a nossa representação nesta Casa, independentemente de seus partidos políticos, de sua coloração partidária, da sua etnia ou religiosidade”, destacou.

De acordo com a parlamentar carioca, o parlamento tem que representar o conjunto da sociedade brasileira, lembrando que as mulheres hoje estão sub-representadas. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres representam 52,13% do eleitorado. Na população a participação feminina é de 51,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já a deputada Erika Kokay lembrou que o Brasil precisa avançar na adoção de mecanismos para garantir a representação feminina para superar o atraso em relação a outros países. “É preciso que avancemos de fato. Isso significa, inclusive, reconhecer as nossas burcas invisíveis, burcas que são utilizadas em vários países, países que utilizam burcas, em que as mulheres não podem mostrar os seus olhos, e têm mais mulheres no parlamento do que o Brasil”, reclamou.

A petista lembrou ainda que a composição da Câmara tem atualmente menos de 10% de mulheres, e que se o País tiver que esperar a evolução natural da representação feminina no parlamento, a paridade entre homens e mulheres será alcançada apenas no ano de 2132.

Héber Carvalho

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