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Dia da África também marca cinco anos de criação de universidade de integração afro-brasileira

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Unilab brasil

Dia da África Neste dia 25, data em que se comemora o Dia da África e os cinco anos de existência da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), os deputados petistas do Ceará, José Aírton Cirilo e Odorico Monteiro exaltaram a inciativa do ex-presidente Lula de criar, em 2010, esse marco histórico da relação Brasil-África.  A universidade, que fica no município de Redenção, no Estado do Ceará, tem como objetivo a integração de culturas diversificadas entre países africanos, que têm o português como língua oficial. 

A cooperação abrange os países lusófonos da África como Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe.  Soma-se a esse contingente o Timor Leste, considerado, geograficamente, um país asiático.

 “O presidente Lula resgatou uma relação histórica muito importante. O maior símbolo de integração entre esses povos é a Unilab. É uma universidade que tem cumprido papel importante na formação e preparação de quadros de todas essas pátrias”,  reconheceu José Aírton.

O deputado disse ainda que esse novo olhar que o governo brasileiro imprimiu vai além das referências históricas e de idioma. “Essa cooperação aprofunda as relações econômicas, políticas e culturais com esses países, marcados por desigualdades”, afirmou José Aírton. Para ele, o Brasil tem sido referência e “deu um passo importante na integração entre os povos que contribuíram com a nossa formação histórica”. 

Para o deputado Odorico Monteiro, a criação da Unilab resgata a relação solidária com a África.  “Iniciamos um processo inverso, diferente  daquele provocado pela escravidão. Além do resgate, o Brasil faz uma autocrítica do ponto de vista histórico, moral e político importante. Portanto, a inciativa do  presidente Lula é revolucionaria porque colocou o Brasil na rota de integração e solidariedade entre os povos”, observou Odorico Monteiro.

Histórico – A Unilab foi criada em 20 de julho de 2010, por meio da Lei 12.289, sancionada pelo governo do ex-presidente Lula.  A justificativa, à época, para a escolha do Nordeste foi, em virtude de, ao longo do processo civilizatório, ter, na sua história, a marca da desigualdade.

Já o município de Redenção teve a escolha assegurada por apresentar, dentro do foco do projeto, um “forte” simbolismo.  Foi na Vila de Acarape, antiga denominação de Redenção, que foram libertos da escravidão, 116 homens e mulheres, em janeiro de 1883, antecipando em 5 anos o fim do período da escravatura em território brasileiro. Assim, no campus de Redenção repousam os valores de liberdade, justiça e igualdade que inspiram o projeto da Unilab.  

Benildes Rodrigues com Instituto Lula 

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