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Pimenta critica oposição que se omite em ilícitos comprovados e só atua para desqualificar PT

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Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara
 
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ao fazer na tribuna uma avaliação do atual momento político brasileiro, desafiou a oposição nesta terça-feira (12) a comparar o Brasil que o PT recebeu e o País que existe hoje; bem como a explicar o porquê de criminalizar e desqualificar o Partido dos Trabalhadores e, ao mesmo tempo, ser conivente e omissa com outras situações comprovadamente ilícitas que deveriam ser investigadas e punidas, mas não são. 
 
“Nem os mais otimistas poderiam imaginar, quando o presidente Lula assumiu a Presidência da República, que nós pudéssemos, em tão pouco tempo, promover uma mudança tão significativa na qualidade da vida de um contingente imenso de  brasileiros e brasileiras”, afirmou o deputado. Ele citou em seguida uma série de exemplos envolvendo habitação, infraestrutura, crédito agrícola, acesso a bens de consumo etc. 
 
Pimenta citou que, pela primeira vez em toda a história brasileira, a experiência petista no governo conseguiu tirar 36 milhões de brasileiros da linha da
miséria e proveu à população uma série de conquistas até então inédita para a maioria. “A população teve possibilidade de acesso, através de um crédito de valor razoável, a carros, à reforma da casa, à aquisição de tantas melhorias que até então eram um sonho impossível”, relatou. 
 
Destacou ainda os feitos na área da educação, comparando-os com os resultados pífios do governo FHC: “Criamos 18 novas universidades federais, 173 campi. No governo que nos antecedeu, não tivemos a criação de nenhuma universidade em oito anos. Criamos 214 escolas técnicas — 140 tinham sido criadas de 1500 até 1994. No governo que nos antecedeu, foram criadas 11 escolas técnicas. Assumimos o País com 583.800 alunos no ensino superior público”, disse. Nos governos Lula e Dilma, cerca de 1 milhão 270 mil estudantes tiveram acesso à universidade. 
 
Após mostrar esses avanços e provar que não existe na oposição interlocutores  para enfrentar esse debate sobre o novo Brasil, Pimenta disse que resta por parte dos opositores uma tentativa ininterrupta de descontruir um projeto que foi legitimamente vitorioso nas últimas eleições. Nessa estratégia, continuou Pimenta, tentam fazer com que o PT, em sua totalidade, seja tratado como organização criminosa e responsabilizado pela conduta de alguns integrantes do partido que respondem a processo no âmbito do Supremo Tribunal Federal. 
 
Nesse sentido, o deputado ressaltou a postura do partido de não ser conivente com nenhum petista comprovadamente envolvimento em irregularidade e repudiou a postura hipócrita de usar dois pesos e duas medidas para situações semelhantes, com o objetivo único de imputar crime ao PT. 
 
“Se criarmos no Brasil uma opinião segundo a qual as doações legais que foram dadas aos partidos políticos podem ser criminalizadas, tal fato não pode acontecer só para o Partido dos Trabalhadores. Essas empresas que doaram para o PT e que tinham contrato com a Petrobras são as mesmas que doaram para o PSDB, para o PMDB, para o PSB, para o Democratas”, reiterou o parlamentar.
 
Paulo Pimenta também questionou a postura distinta e seletiva por parte do Poder Judiciário, do Ministério Público e da imprensa na investigação de casos emblemáticos que desfalcaram o erário em quantias vultosas, mas que são tratados com a complacência e benevolência do silêncio. Citou como exemplo a Operação Zelotes, esquema de sonegação e corrupção dentro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que envolve mais de R$ 20 bilhões. 
 
Contou que, feita a investigação pela Polícia Federal, o Ministério Público Federal pediu a prisão de 26 pessoas, que foram negadas por duas vezes pela Justiça. “Mas, então, qual é o critério que se utiliza para, em uma situação, o Poder Judiciário adotar uma conduta e, em situação semelhante, envolvendo inclusive valores muito maiores, nenhuma prisão ser autorizada?”, afirmou, fazendo paralelo com a Operação Lava Jato. Mais adiante questionou: “Por que o silêncio por parte da imprensa?”
 
“Quero concluir dizendo que espero que os líderes do PSDB, do Democratas, do próprio PMDB venham a esta tribuna e cobrem do Judiciário, cobrem da imprensa o silêncio frente à Zelotes, cobrem e denunciem que as investigações estão andando de maneira muito lenta, cobrem que as prisões solicitadas foram negadas já em duas oportunidades pelo Judiciário, exijam que a lista do HSBC venha a público para que todos possamos saber quem são os brasileiros que, ao longo de todos esses anos, tiveram suas contas na Suíça para esconder o dinheiro que foi tirado de maneira indevida do nosso País”, finalizou. 
 
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