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Zeca Dirceu repudia truculência do governo Beto Richa e solidariza-se com professores do Paraná

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O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) repudiou nesta quinta-feira (19) o “pacote de maldades” que o governador tucano Beto Richa, do Paraná, preparou contra os professores do estado, gerando uma reação sem precedentes dos trabalhadores do setor. O pacote previa usar o dinheiro da Paraná-Previdência, uma previdência estatal do estado, para pagar dívidas contraídas pelo governo do PSDB. Na prática – disse Zeca Dirceu – haveria prejuízos ao pagamento de futuras aposentadorias dos professores, com ‘’R$ 8 bilhões roubados do povo paranaense’’.

Em artigo, o parlamentar petista criticou a truculência com que o governador reagiu aos protestos dos professores e rechaçou a tentativa de Beto Richa de atribuir o descalabro das contas públicas do Paraná ao governo federal. Zeca Dirceu assinalou que, graças ao modo tucano de governar, a ‘’educação no Paraná, estado que já foi destaque no Brasil, vive a pior crise da sua história’’. As aulas que iriam começar na segunda-feira, dia 10, não ocorreram por conta da greve e mais de 950 mil alunos estão aguardando que o governador Richa tome providências e resolva a crise na educação que ele criou.

Confira o artigo:

“Sobre o pacote de maldades e o desrespeito aos professores paranaenses”

No dia seguinte às eleições do ano passado, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), deu entrevista para a RPC, afiliada da Rede Globo no estado. Richa disse que com experiência de quatro anos e com as contas em dia, nosso Paraná viveria dias de prosperidade.

Richa mentiu. Nesses dias milhares de professores do estado entraram em greve geral por conta da desastrosa gestão do governador. Com sérios problemas financeiros decorridos da irresponsabilidade fiscal, o tucano Richa enviou à Assembleia Legislativa (AL) um projeto que iria prejudicar os trabalhadores da educação.

O chamado “pacotaço” iria mudar estruturas organizacionais e financeiras. Richa queria o fim do plano de cargos e salários, o fim do adicional quinquênio e, pior, usar o dinheiro da Paraná-Previdência, que é uma previdência estatal do nosso estado, para pagar dívidas de agora.

Na prática isso prejudicaria o pagamento de futuras aposentadorias dos nossos educadores. Seriam R$ 8 bilhões roubados do povo paranaense. Economistas disseram que em três anos o sistema entraria em colapso e o dinheiro simplesmente voaria, assim como um tucano.

Pior: Richa enviou o projeto de forma obscura, para tentar ludibriar a população. Porém, o governador subestimou a inteligência dos paranaenses. Educadores acamparam, no Centro Cívico, em Curitiba, após os deputados estaduais aprovarem uma votação do projeto em comissão geral, ou seja, sem as discussões entre os parlamentares e tampouco sem diálogo com a categoria.

Richa também cortou dez mil funcionários da educação, além de rescindir o contrato de outros 29 mil trabalhadores temporários. A educação no Paraná, estado que já foi destaque no Brasil, vive a pior crise da sua história. As aulas que iriam começar na segunda-feira, dia 10, não ocorreram por conta da greve.

Mais de 950 mil alunos estão aguardando que o governador Richa tome providências e resolva a crise na educação que ele criou. São 2,1 mil escolas paradas e milhares de protestos em todo estado. Universidades e hospitais universitários também aderiram. A mobilização do povo fez com que a votação fosse adiada.

Richa, por sua vez, publicou comunicados na imprensa do Paraná dizendo que “está tudo bem”, e que a “culpa” de tudo isso é do governo federal. Richa pensa que engana o povo, assim como fez durante os quatro anos em que foi governador. Mas o povo não é bobo, governador.

Os professores ocuparam a AL e de lá representavam todos nós paranaenses. Tem mais: Richa ordenou que a PM agisse contra os manifestantes, nossos educadores. Gás, balas de borracha e truculência contra aqueles que têm a dádiva e a responsabilidade de educar nossos jovens e crianças.

Deputados foram à AL dentro de um veículo da tropa de choque. Este é o estilo tucano de negociação. Assim como em 30 de agosto de 1988, quando o senador Álvaro Dias (PSDB), então governador do Paraná, soltou a cavalaria da PM contra os professores.

Agora, em fevereiro de 2015, mesmo com violência do governo do estado, a mobilização dos professores fez com que a votação fosse adiada. Mas a luta ainda não terminou.

A força do povo fez a diferença e, da minha parte, como deputado federal reeleito com mais de 155 mil votos, como defensor da educação, expresso meu repúdio às atitudes do governador e meu apoio irrestrito aos professores. Deixo aqui minha indignação com a mentira e o desrespeito de Richa aos educadores.

Zeca Dirceu, deputado federal (PT-PR)

Equipe PT na Câmara

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