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Erika Kokay e Molon lembram 10 anos do assassinato de Dorothy Stang

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A deputada Erika Kokay (PT-DF) e o deputado Alessandro Molon(PT-RJ) lembraram em plenário a passagem dos 10 anos do assassinato da Irmã Dorothy Stang, ocorrido em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, sudoeste do Pará. A missionária foi morta com seis tiros pelo pistoleiro Rayfran das Neves Sales. No total, a Justiça condenou seis envolvidos no caso, entre os executores e os mandantes do crime.

“Há 10 anos a Irmã Dorothy foi assassinada porque ousou lutar em defesa de um País mais justo, ousou lutar por aqueles que defendem o direito de ter uma terra repartida, porque a terra, como bem divino, tem que ser compartilhada, tem que ser repartida, tem que ter uma função social. E a Irmã Dorothy, enfrentando toda a sorte de ameaças, continuou desenvolvendo a sua função”, enfatizou a deputada.

Erika lembra que a sua morte “abalou todos nós” e atentou contra a “democracia, a dignidade humana, a justiça real e verdadeira” e trata-se de um crime ainda impune. “Essa impunidade deixa um gosto amargo na boca desta Nação, deixa um gosto amargo na nossa condição de desenvolvermos todos os dias uma sociedade que não perca sua humanidade. A Irmã Dorothy faz com que nós acreditemos mais na humanidade”, afirmou a deputada.

Para o deputado Alessandro Molon, “a morte de Dorothy Stang é a repetição de tantas outras, ainda não julgadas e esquecidas, em longa lista da violência no campo, em decorrência da desigualdade social que o marca, assim como macula a vida de milhares de pessoas”.

Impunidade – Erika Kokay criticou a impunidade ao falar sobre os mandantes do crime. “O pistoleiro envolvido na morte de Irmã Dorothy, ao que tudo indica, hoje continua exercendo a sua função de pistolagem. E essa impunidade afronta cada um de nós, afronta este País, que ainda não fez o luto do colonialismo, da ditadura e da escravidão, um País que foi submetido às salas escuras da tortura e que busca a todo custo retirar os fiapos de vida que estão sob os escombros de tanta desigualdade, de tanta discriminação, para construir um amanhã diferente”, lamentou Erika.

“É imprescindível”, afirmou Molon, “que recordemos, uma vez mais, as palavras da Irmã Dorothy Stang, que, em entrevista, disse: ‘Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor, numa terra onde possam viver e produzir, com dignidade, sem devastar’”, registrou o parlamentar.

Gizele Benitz

 

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