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Em entrevista, Chinaglia fala da necessidade de uma Câmara mais ativa

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Foto: Gustavo Bezerra
 
Em entrevista ao site Bahia Notícias, o candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP) falou sobre o papel ativo da Câmara, que deve adotar pautas próprias  e não somente trabalhar atendendo demandas. Chinaglia falou também sobre a importância de uma Reforma Política pensada e segura e sobre a imparcialidade que demanda o cargo de presidente da Câmara dos Deputados.
 
Por que o senhor quer ser presidente da Câmara?
Eu fui escolhido pela minha bancada e por diversos partidos. Nós defendemos novas concepções e, para a Câmara, eu defendo uma adoção de pautas. Ou, do contrário, só teremos atendimento de demandas… Como tem acontecido nos últimos anos.
 
O senhor já foi presidente da Câmara e o fim da reeleição, hoje, está em voga. Como vai se comportar em relação a isso?
Veja, o presidente da Câmara não precisa se pronunciar sobre tudo. Ele tem que cumprir com a Constituição e o regimento. Se o projeto for apresentando e, de forma democrática, a gente perceber que ele pode ser votado, vai ser votado.
 
O senhor falou em criação de uma agenda para a Casa. Se eleito, como vai lidar com questões espinhosas como as reformas política e tributária?
Quando eu fui presidente coloquei a reforma política em votação e, no primeiro semestre, a reforma tributária estava pronta para votar. O presidente tem que conduzir processos… O que me coube, eu fiz. 
 
O senhor se compromete em colocar essas reformas em pauta?
Existem diversas propostas, mas precisa-se ouvir bastante. Todo mundo defende a reforma política, mas defende a sua reforma política. É preciso ver se é possível fazer uma reforma política maior, qual vai ser o nível de participação popular e, talvez, um caminho mais seguro seja ir votando pontos específicos.
 
Estudos apontam que temos o Congresso mais conservador desde 1964. Como o senhor pretende colocar leis mais progressistas para serem votadas e até a regulação da mídia, que tem sido colocada pelo PT como prioridade?
O presidente da Casa tem o dever da imparcialidade. Eu não posso dizer que coloco “isso” em votação e “aquilo” não. Não há assunto proibido para a Câmara. O que não se pode é colocar temas que paralisem os trabalhos. Não me dou tarefas de votar obrigatoriamente tal ou qual proposta e nem de não votar outras. Eu creio que, com a participação da oposição, é possível produzir bons acordos.
 
O seu concorrente na eleição para a presidência da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), coloca sua candidatura como subordinada ao Palácio do Planalto. Como o senhor vê isso?
O que eu posso dizer é que minha candidatura não é subordinada aos interesses econômicos.
 
A dele seria subordinada aos interesses econômicos?
Não sei, interprete como você quiser.
 
Ele é um candidato de oposição?
Ele é um candidato de projeto pessoal. Ao tentar me colocar como subordinado, ele comete uma deselegância. Você pode fazer uma pesquisa com os líderes dos partidos e nunca vai encontrar nenhum que diga que eu sou subordinado aos interesses do governo. A estratégia dele de virar candidato da oposição está furada. O Júlio Delgado (PSB), que também é candidato, tem o apoio do PSDB, do PPS e votos esparramados.
 
Ele chegou a insinuar que o senhor – ou alguém ligado ao PT – vazou o aparecimento do nome dele na Operação Lava Jato. Como é que o senhor reage a isso?
Eu não dou crédito a carta anônima. Ou alguém tem coragem de fazer uma acusação – e vai ter que provar – ou não insinua. É irrelevante.
 
Ele diz que não tem buscado votos dos deputados do PT. O senhor tem buscados votos do PMDB?
Ele fica brandindo o tempo todo contra o PT, mas tenta se aproveitar do prestígio de governadores do PT para passar a ideia de uma pessoa civilizada. Eu terei votos do PMDB.
 
Cunha disse que o senhor deve estar em terceiro lugar na disputa pela presidência da Câmara…
Você deveria aproveitar e chamá-lo para uma aposta. Não vou perder tempo com ele. Tenho viajado o país todo e estou bastante empolgado. No Espírito Santo, de dez votos, eu tenho seis garantidos. No Rio de Janeiro, devo fazer de 18 a 21 votos. Terei maioria no Ceará, no Piauí. Aqui na Bahia, se tiver segundo turno, terei maioria. Por conta dessas baixarias, minha candidatura se aproximou muito da do Júlio Delgado. Estamos construindo um pacto para o segundo turno.
 
Fonte: Site Arlindo Chinaglia Presidente 
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