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Emiliano rebate golpismo tucano, defende Petrobras e reforça compromisso com democracia

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Em discurso na tribuna da Câmara, o deputado Emiliano José (PT-BA) fez nesta segunda-feira (15) uma comparação histórica para demonstrar as semelhanças do sentimento golpista que aflorou da conjuntura político-social da década de 50, que culminou com o suicídio de Getúlio Vargas, e do mesmo sentimento que floresce no Brasil atual, para desgastar e desmerecer os governos de Lula e Dilma. “Os que navegam nessas águas atualmente desconhecem que o Brasil e o mundo são outros, que não há mais clima para golpes de nenhuma natureza”, afirmou o parlamentar.

Emiliano relembrou memorável discurso de Tancredo Neves, em outubro de 1954, poucos meses após o suicídio do presidente, em que o então orador procurava razões que explicassem o ódio a Vargas. Em seus questionamentos, Tancredo, que ocupou o cargo de ministro da Justiça de Getúlio, chegou à conclusão que a gênese de tanto rancor e ódio não residia numa questão pessoal, mas estava baseada em algo substancial, concretizada nas ações daquele governo.

“As razões do ódio só podiam ser encontradas na legislação trabalhista, que assegurou direitos aos trabalhadores nunca antes visto na história do País, na previdência social, na rápida e impressionante industrialização, e na maior de todas as obras de então, a Petrobras, nascida em 1953, depois da memorável campanha ‘O Petróleo é Nosso'”, detalhou Emiliano, ao fazer referência à fala de Tancredo.

O parlamentar baiano mostrou que Tancredo Neves naquele discurso desvendou a intricada relação entre as ações do governo Vargas e o descontentamento de setores da sociedade. O aumento do salário mínimo em 100% teria sido a maior delas, já que as classes dominantes – segundo destacou Emiliano ao se referir novamente a Tancredo – “sempre tiveram urticária diante do aumento da renda dos trabalhadores”.

Para demonstrar que as semelhanças não se esgotavam por aqui, Emiliano José citou a conjuntura revelada por Tancredo acerca de quem, naquela época, comandava a tentativa de golpe: “As forças obscurantistas, contra o progresso, contra a distribuição de renda, eram, nominados por Tancredo, um partido oposicionista e antitrabalhista, por duas vezes derrotado em eleições democráticas e uma imprensa também conservadora”.

De forma semelhante, Emiliano perguntou da tribuna da Câmara os motivos do ódio contra Dilma e Lula e chegou a conclusões semelhantes às de Tancredo, como não sendo algo pessoal, mas semeado por forças econômicas, políticas e midiáticas, feridas em seus privilégios. “O ódio é contra os pobres, milhões deles guindados à condição de cidadãos por uma política absolutamente nova”, ressaltou.

Ao detalhar outros pontos geradores desse sentimento golpista, citando inclusive a conjuntura da Petrobras na década de 50 e agora, Emiliano disse ser absolutamente necessário investigar e punir toda a corrupção na companhia, mas afirmou que isso não pode servir de justificativa para o discurso que busca enfraquecer a estatal e entregá-la aos interesses do grande capital.

Para finalizar, o deputado afirmou que o Brasil está diante de dois grandes desafios, sem os quais, a democracia brasileira continua “capenga”: a reforma política, “para que as eleições não sejam mais contaminadas pela compra escandalosa de votos e pelo escândalo do controle da política pelo mundo empresarial”, e a regulação da mídia, “para que os meios monopolistas de comunicação não sigam sequestrando a verdade e silenciando milhões de vozes da sociedade brasileira”.

PT na Câmara

 

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