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Comissão de Direitos Humanos divulga nota de repúdio à chacina no Pará e cita gravidade

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ASSISZEGERALDOMIRIQUINHO

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara, que decidiu nesta semana realizar em breve diligência à Belém (PA) para investigar a chacina de nove pessoas ocorrida logo após a morte de um policial militar, também divulgou nota pública em repúdio à sequência de assassinatos. “Tais homicídios, com características de execução por grupo de extermínio, formado por agentes públicos, reveste-se da maior gravidade, inclusive expondo a risco outros servidores públicos não envolvidos em execuções sumárias”, afirmou na nota o presidente do colegiado, deputado Assis do Couto (PT-PR).  

Todas as nove mortes ocorreram em bairros da periferia de Belém, entre a noite de terça-feira (4) e a madrugada de quarta-feira (5), logo após o assassinato do PM Antônio Marco da Silva Figueiredo, o Cabo Figueiredo, que era membro da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam). Logo em seguida à morte do PM, por volta das 19h30, convocações postadas em redes sociais e repassadas por wathsapp fizeram o chamamento para “vingar” a morte do “companheiro” policial.

O assunto também repercutiu no plenário da Câmara. O deputado Zé Geraldo (PT-PA) afirmou na tribuna que o episódio é mais um entre tantos que vitimaram nos últimos dias no estado do Pará mais de 43 pessoas. “Pelo que se vê, principalmente por conta desse último caso, a polícia do estado perdeu o controle da segurança pública, e o governador Simão Jatene perdeu o controle da polícia”, disse. O parlamentar classificou o fato como uma chacina orquestrada, que se configura como ato de vingança. “Ou seja, a polícia fazendo justiça com as próprias mãos”, completou.

O deputado Miriquinho Batista (PT-PA) destacou na tribuna o clima de insegurança que se instaurou na cidade a partir da chacina. Segundo o parlamentar, universidades públicas e privadas estavam se articulando para suspender as aulas, temendo invasões. “Imaginem o ponto a que nós estamos chegando no estado do Pará e agora na capital paraense. Esse número de assassinatos demonstra exatamente a falta de controle na segurança pública”, discursou Miriquinho.

O deputado Renato Simões (PT-SP), que é membro da Comissão de Direitos Humanos, também fez um discurso rechaçando o “abate” de jovens da periferia de Belém. “A juventude negra, com certeza, está hoje sobressaltada pela reação violenta a um crime também bárbaro, o homicídio de um policial militar, que suscitou um conjunto de reações, que, ao que tudo indica, tem a ver com a sua impunidade. Até o momento, não se sabe quem matou o Cabo Figueiredo, mas há muitos mortos e suspeitos nas ruas”, afirmou Simões.

PT na Câmara

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