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Cobrança do G4 por reforma no Conselho de Segurança da ONU é legítima

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Em documento divulgado nesta quinta-feira (25) e assinado por seus ministros das Relações Exteriores, Alemanha, Brasil, Índia e Japão cobram uma reforma do Conselho de Segurança da ONU que amplie o número de membros permanentes e rotatórios e garanta maior representatividade dos países em desenvolvimento. O comunicado foi elogiado por parlamentares petistas na Câmara.
 
Os chanceleres dos quatro países se reuniram durante a 69ª Assembleia Geral da ONU, que ocorre em Nova Iorque (EUA) até a próxima terça-feira (30). No texto aprovado, os ministros registraram “o seu compromisso contínuo para uma reforma do Conselho de Segurança que reflita as realidades geopolíticas do século 21”. Os ministros também concordam “que as dificuldades do Conselho de Segurança para tratar eficazmente os atuais desafios internacionais são um lembrete convincente da necessidade urgente de uma reforma do Conselho de Segurança que o torne mais representativo, eficiente e transparente”.
 
A declaração do G4 diz ainda que, “15 anos após a Cúpula do Milênio, e 10 anos após a Cúpula Mundial de 2005”, as discussões sobre reforma do Conselho de Segurança “ainda estão num beco sem saída”.
 
Para o deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), “a estrutura da ONU é reflexo do pós-guerra” e, após quase 70 anos, as profundas mudanças pelas quais o mundo passou ensejam uma reestruturação no órgão. “Novas nações emergiram e hoje possuem protagonismo no cenário internacional e é correta a posição do Brasil e dos demais países do G4 cobrando uma reestruturação do Conselho de Segurança. O Brasil tem condições de se tornar um membro permanente do conselho”, avalia Pellegrino, que presidiu a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara em 2013.
 
A opinião do deputado Dr. Rosinha (PT-PR)é semelhante à do colega de bancada. “A ONU, ao longo dos seus 70 anos, fez muito poucas alterações em sua estrutura e especialmente no Conselho de Segurança. O cenário mudou bastante e essa estrutura hoje é questiona e precisa ser alterada. Se não for criado um novo processo decisório no âmbito da ONU, ela corre risco de perder ainda mais credibilidade”, afirma Rosinha.
 
Na nota conjunta, os quatro países reiteraram seu compromisso como aspirantes a novos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, bem como o apoio de cada um às candidaturas dos demais.
 
 
 
Rogério Tomaz Jr.
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