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Seguridade Social apoia inclusão da terapia nutricional em domicílio no SUS

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Foto: Gustavo Bezerra

De trinta a oitenta por cento dos pacientes internados em hospitais do país apresentam algum grau de desnutrição. A desnutrição pode ocorrer antes da internação hospitalar ou depois de longos períodos de internamento, em adultos e crianças. Os dados são do Ibranaturi (Inquérito Brasileiro de Avaliação Nutricional Hospitalar).

 Para debater essa situação, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados (CSSF) fez, na sexta-feira (6), um seminário com o tema “Terapia Nutricional em Domicílio”. O encontro reuniu especialistas no auditório da Santa Casa de Misericórdia da Bahia – Hospital Santa Izabel. A Comissão é presidida pelo deputado Amauri Teixeira (PT-BA).O objetivo é iniciar um debate para incluir esse tipo de terapia no rol de medicações oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 A terapia nutricional em domicílio pode resolver graves problemas de desnutrição que atingem os internados e, principalmente, os pacientes que recebem alta. A  grande maioria dos pacientes retorna para casa sem poder continuar a terapia nutricional iniciada no hospital e, quando não estão em atendimento domiciliar não conseguem, pelo elevado custo da nutrição por sonda, receber o aporte de nutrientes adequados para a sua condição clínica. Esse tipo de nutrição, chamada de alimentação enteral, é feita com sonda pelo nariz e custa entre R$ 60 e R$ 80 por dia.

 Um dos maiores problemas apresentados no seminário, é que a falta dessa terapia na casa do paciente pode provocar a queda do sistema imunológico e, em consequência, uma série de doenças. Entre elas, acidente vascular cerebral, câncer e sequelas em casos de acidentes graves com politraumatismo. O resultado é a reinternação do paciente, com a mesma doença que o levou ao hospital pela primeira vez ou as provocadas pela desnutrição. Isso traz, ainda, mais gastos para o SUS e em benefícios da Previdência.

 Outros problemas provocados pela falta de nutrição adequada após a alta hospitalar são a impossibilidade de retorno ao trabalho e complicações familiares.

 Para o presidente da CSSF, deputado Amauri Teixeira, o seminário foi o primeiro passo para a criação de políticas públicas que tratem da terapia nutricional em domicílio. “A partir desse encontro vamos buscar formas, através da legislação, para colocar esse serviço à disposição da população. Principalmente os pacientes que são atendidos pela rede pública. Pode ser uma mudança radical e extremamente benéfica para milhares de pacientes. E o seminário, mesmo realizado na Bahia, reflete uma realidade nacional”, afirma Amauri.

Assessoria Comissão de Seguridade

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